Primeiro-ministro do Iêmen renúncia em meio a tensões regionais
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- 16 de jan.
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O primeiro-ministro do Iêmen apresentou sua renúncia ao Conselho de Liderança Presidencial, que aceitou e nomeou o ministro das Relações Exteriores, Shaya Mohsen Zindani, como novo chefe de governo. A mudança ocorre em meio a tensões entre aliados do Golfo e instabilidade interna, após um esforço fracassado de grupos separatistas no sul do país.

O ministro das Relações Exteriores do Iêmen, Shaya Mohsen Zindani, foi oficialmente nomeado novo primeiro-ministro do país depois da renúncia do então chefe de governo, Salim Saleh bin Buriek. A decisão foi anunciada pelo Conselho de Liderança Presidencial, órgão apoiado pela Arábia Saudita, e divulgada pela agência estatal de notícias Saba nesta quinta-feira.
Bin Buriek se reuniu com o presidente do conselho, Rashad al-Alimi, para formalizar sua saída, que foi aceita pelo órgão com a justificativa de abrir caminho para a formação de um novo governo. Zindani foi encarregado de montar a nova equipe ministerial e conduzir o Executivo nos próximos meses.
A mudança de liderança acontece no contexto de semanas de tensões entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, dois aliados tradicionais na região do Golfo. Recentemente, uma ofensiva de grupos separatistas apoiados pelos Emirados no sul do Iêmen foi repelida por forças leais ao governo, com apoio saudita, levando à retirada das tropas estrangeiras e a uma recomposição das influências dentro do governo reconhecido internacionalmente.
O governo de bin Buriek, que incluía membros com diferentes alinhamentos políticos e apoio externo, havia passado por mudanças internas nos últimos meses, com demissões de ministros alinhados aos Emirados e esforços para centralizar decisões sob liderança de al-Alimi.
O anúncio ressalta a intenção oficial de “restaurar as instituições do Estado, fortalecer a unidade decisória soberana” e enfrentar desafios contínuos no país, que enfrenta conflitos prolongados e divisões territoriais há anos.
A nomeação de Zindani, diplomata de longa trajetória e atual chefe da diplomacia iemenita, representa uma tentativa de estabilização política em um governo que tem buscado manter a soberania do país diante de pressões tanto internas quanto externas.
Até a formação do novo gabinete, o governo atual permanecerá em funções administrativas, sem realizar nomeações ou demissões, segundo o comunicado oficial.



















































