Promotoria pede pena de morte para Yoon Suk Yeol
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- 15 de jan.
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O Ministério Público da Coreia do Sul pediu nesta terça-feira (13) a aplicação da pena de morte ao ex-presidente Yoon Suk Yeol, acusado de insurreição após a tentativa fracassada de impor lei marcial em dezembro de 2024. Segundo os promotores, a ação atentou contra a ordem constitucional e colocou em risco as liberdades democráticas, em um dos julgamentos mais emblemáticos do país em décadas.

A Justiça da Coreia do Sul avançou para um momento decisivo ao registrar formalmente o pedido de pena de morte contra o ex-presidente Yoon Suk Yeol. A acusação central é de insurreição, crime considerado de extrema gravidade pela legislação sul-coreana, que prevê apenas duas possibilidades de punição para líderes envolvidos nesse tipo de delito: a pena capital ou a prisão perpétua.
De acordo com os promotores, Yoon tentou impor uma lei marcial em dezembro de 2024 como parte de um plano para concentrar poder e enfraquecer instituições democráticas. A promotoria sustenta que a iniciativa representou uma destruição deliberada da ordem constitucional e ameaçou diretamente os direitos e a liberdade da população.
Além de Yoon, o Ministério Público solicitou prisão perpétua com trabalhos forçados para o ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, apontado como principal aliado do então presidente na articulação do plano. A sentença final do processo deve ser anunciada em meados de fevereiro, encerrando o primeiro julgamento por insurreição envolvendo um ex-chefe de Estado no país desde a década de 1990.
As investigações indicam que a conspiração teria sido planejada com antecedência. Segundo as provas apresentadas, o projeto incluía medidas autoritárias, como a repressão a funcionários eleitorais e restrições financeiras a veículos de imprensa ligados à oposição. O plano, no entanto, fracassou quando parlamentares romperam os bloqueios militares e votaram pela revogação do decreto de emergência.
Durante o processo, os promotores também destacaram a postura de Yoon, afirmando que o ex-presidente não demonstrou arrependimento. Conforme a acusação, ele teria continuado a estimular seus apoiadores e atribuído a crise política a adversários, em vez de reconhecer responsabilidade pelos atos investigados.
O caso marca um precedente histórico, sendo a primeira acusação de insurreição contra um ex-presidente desde os julgamentos dos ex-ditadores Chun Doo-hwan e Roh Tae-woo, nos anos 1990. À época, aqueles processos também tiveram forte impacto político e institucional no país.
Paralelamente a esse julgamento, Yoon Suk Yeol responde a outros sete processos criminais, que incluem acusações de abuso de poder e manipulação eleitoral. O ex-presidente aguarda ainda o veredicto de um dos casos secundários, previsto para o dia 16 deste mês.
A crise judicial se estende à família do ex-mandatário. Sua esposa, Kim Keon Hee, também enfrenta acusações de corrupção, com sentença esperada para o fim de janeiro. O conjunto de processos mantém o cenário político sul-coreano sob forte tensão e com desdobramentos relevantes para o futuro institucional do país.



















































