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Racha entre Israel e EUA sobre Gaza leva ministros a pressionarem por nova ofensiva com genocida intensidade

Ministros do governo israelense pressionaram o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a retomar com intensidade a ofensiva militar na Faixa de Gaza após o anúncio, pelos Estados Unidos, da criação de um Conselho Executivo para administrar a transição e a reconstrução do território. Israel afirmou não ter sido consultado sobre o plano, que Washington diz ser exclusivamente americano.


Itamar Ben Gvir
Itamar Ben Gvir

Os ministros israelenses Itamar Ben Gvir, da Segurança Nacional, e Bezalel Smotrich, das Finanças, pediram publicamente neste sábado (17) que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordene uma nova ofensiva militar de grande escala na Faixa de Gaza. A reação ocorre após o governo dos Estados Unidos anunciar a criação de um Conselho Executivo para supervisionar a transição administrativa e a reconstrução do território palestino.


Segundo o gabinete de Netanyahu, Israel não foi consultado sobre a composição nem sobre os termos do conselho proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Apesar disso, autoridades norte-americanas confirmaram que o plano seguirá adiante, ressaltando que se trata de uma iniciativa dos Estados Unidos, e não do governo israelense.


Em declarações publicadas nas redes sociais, Itamar Ben Gvir rejeitou a proposta de Washington e afirmou que Gaza não precisa de um comitê de gestão, mas da eliminação completa do Hamas. O ministro defendeu a retomada imediata das operações militares, com o objetivo declarado de destruir o grupo palestino, além de incentivar a imigração voluntária em massa a partir do território.

Bezalel Smotrich também criticou duramente a postura de Netanyahu, atribuindo ao primeiro-ministro a responsabilidade pelo que chamou de “vácuo de governança” em Gaza. Para o ministro das Finanças, a recusa em estabelecer um governo militar israelense no território abriu espaço para a criação de estruturas externas de administração civil. Smotrich defendeu a ocupação prolongada, o incentivo a assentamentos e medidas que, segundo ele, garantiriam a segurança de Israel no longo prazo.


Bezalel Smotrich
Bezalel Smotrich

Apesar das críticas internas em Israel, a Casa Branca informou que o Conselho Executivo faz parte da segunda fase do cessar-fogo em Gaza. Em comunicado oficial, o governo dos EUA afirmou que o órgão terá a missão de apoiar uma governança eficaz e a prestação de serviços essenciais, com foco em promover paz, estabilidade e melhores condições de vida para a população local.


O conselho anunciado por Washington inclui figuras internacionais como Tony Blair, Steve Witkoff, Jared Kushner, Marc Rowan, Ajay Banga, Yakir Gabay e Sigrid Kaag, além de representantes da Turquia, Catar, Egito e Emirados Árabes Unidos. O presidente Donald Trump também convidou cerca de 60 países a participarem da iniciativa, incluindo Argentina e Paraguai.


Enquanto o plano norte-americano avança, a situação no terreno permanece instável. A Faixa de Gaza continua sendo alvo de operações militares israelenses, mesmo com a proposta de cessar-fogo em discussão. O Hamas denunciou os ataques e pediu maior pressão internacional para que eles cessem. Paralelamente, a entrega de ajuda humanitária segue incompleta, agravando a crise enfrentada pela população civil palestina.

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