Reino Unido é ligado a porto na Somalilândia associado ao abastecimento de milícias envolvidas no massacre de civis no Sudão
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Um relatório do Middle East Eye aponta que o Reino Unido mantém participação financeira no porto de Berbera, na Somalilândia, infraestrutura associada a uma rede logística dos Emirados Árabes Unidos acusada de fornecer armas às Forças de Apoio Rápido (RSF), milícia envolvida em massacres e crimes contra civis durante a guerra e o genocídio em Darfur, no Sudão.
Segundo a reportagem, o porto de Berbera pertence ao governo da Somalilândia, à empresa logística emiradense DP World e ao fundo estatal britânico British International Investment (BII), responsável por investimentos externos do Reino Unido.

A participação britânica passou a ser questionada após indícios de que estruturas controladas pelos Emirados no Chifre da África estariam sendo usadas para transferir armas às RSF, grupo acusado de assassinatos em massa, violência sexual e ataques a civis, especialmente na cidade sudanesa de El Fasher.
O governo do Sudão já havia solicitado formalmente ao Reino Unido a suspensão das exportações de armas aos Emirados Árabes Unidos, afirmando no Conselho de Segurança da ONU que equipamentos militares de fabricação britânica — como sistemas de mira e motores de veículos — chegaram às mãos das RSF.
Uma avaliação encomendada pelo Ministério das Relações Exteriores britânico descreveu o porto de Berbera como um ativo estratégico para a Somalilândia e um possível corredor comercial alternativo para a Etiópia, argumento contestado por analistas e organizações civis.
Em dezembro de 2024, a Reuters informou que voos oriundos dos Emirados, com escala em Berbera, transportaram equipamentos militares, reforçando suspeitas de que o porto integra uma rede logística usada para apoiar as RSF.

Relatórios independentes, incluindo do Laboratório de Pesquisa Humanitária de Yale, descrevem Berbera como parte de uma “linha de apoio” composta por portos, pistas e bases controladas pelos Emirados Árabes Unidos.
O porto também ganhou relevância geopolítica após visita do chanceler israelense Gideon Saar, depois de Israel reconhecer oficialmente a independência da Somalilândia, decisão anunciada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como parte dos Acordos de Abraão.




















































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