Reprovação de Trump sobe para mais da metade entre os eleitores ao término do primeiro ano de mandato
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A rejeição ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu 56% ao final do primeiro ano de seu segundo mandato, segundo levantamento do Instituto Angus Reid. O dado evidencia um cenário de forte insatisfação popular com a condução do governo, especialmente em áreas como custo de vida, saúde e política externa, além de expor divisões internas no próprio eleitorado republicano.
De acordo com a pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 56% dos americanos afirmam rejeitar a gestão de Trump, sendo que 44% manifestam rejeição intensa — um indicador de elevado descontentamento com a atual administração. Em contraste, 37% dos entrevistados disseram aprovar o desempenho do presidente.
O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 20 de janeiro, com 1.838 adultos nos Estados Unidos, e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Ao todo, foram avaliadas 17 áreas centrais da agenda presidencial. Trump obteve avaliação positiva em apenas dois temas: a redução do fluxo migratório na fronteira com o México e o desempenho do mercado de ações — ainda assim, a rejeição supera a aprovação na ampla maioria dos tópicos analisados.
O principal foco da rejeição está no custo de vida. Segundo os dados, 70% dos entrevistados rejeitam a forma como o governo tem lidado com a alta de preços e despesas básicas. Também aparecem índices elevados de rejeição na condução de políticas de saúde, na gestão de informações relacionadas a Jeffrey Epstein e nas declarações do presidente sobre uma possível anexação da Groenlândia.
A pesquisa também aponta rejeição crescente dentro do Partido Republicano, embora em níveis distintos. Entre os apoiadores do movimento Make America Great Again (MAGA), Trump mantém apoio majoritário. Já entre republicanos que não se identificam com o MAGA, os índices de rejeição são consideravelmente mais altos, sinalizando desgaste mesmo entre setores conservadores.
Nesse grupo de republicanos não alinhados ao MAGA, 53% rejeitam a política econômica relacionada ao custo de vida, enquanto 43% demonstram rejeição à gestão do sistema de saúde. Também há avaliação negativa sobre a condução dos documentos ligados a Epstein e sobre as declarações envolvendo a Groenlândia.
As divergências internas aparecem ainda na avaliação do estilo de governo. Enquanto apoiadores do MAGA apoiam amplamente a adoção de decisões executivas sem o Congresso, republicanos não alinhados mostram divisão, com níveis de rejeição e apoio praticamente equilibrados nesse ponto.
Entre eleitores independentes, a rejeição a Trump é ainda mais acentuada, com a aprovação restrita a uma minoria. Entre democratas, a rejeição é quase unânime. Ainda assim, a oposição também enfrenta dificuldades: 64% dos americanos rejeitam o desempenho do Partido Democrata nos últimos 12 meses, e metade dos próprios eleitores democratas avalia negativamente a atuação da legenda.
Entre as ações mais bem avaliadas por republicanos estão o endurecimento das medidas na fronteira sul, as operações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em diversas cidades do país e medidas de política externa de linha dura. Essas iniciativas reforçaram o apoio em setores conservadores, mas não foram suficientes para reduzir os índices nacionais de rejeição.
Segundo o instituto, o início do segundo ano do mandato de Trump ocorre em um cenário marcado por rejeição majoritária, polarização política e fragmentação ideológica, inclusive dentro do próprio Partido Republicano. O contexto reúne pressões econômicas, controvérsias diplomáticas e debates intensos sobre a condução do poder executivo nos Estados Unidos.



















































