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Rússia aponta avanço da cooperação no BRICS

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou que 2025 foi marcado pelo fortalecimento das relações entre os países do BRICS e pela ampliação de parcerias estratégicas da diplomacia russa. Em balanço apresentado a jornalistas, ele destacou o papel ativo do Brasil na presidência do bloco e avanços em cooperações com China, Índia, Irã, África e Vietnã.


©TASS
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, avaliou nesta semana os resultados da política externa russa ao longo de 2025, ressaltando o fortalecimento da cooperação entre os países do BRICS e a consolidação de novas frentes de diálogo político, econômico e cultural. Segundo ele, o grupo ampliou sua relevância internacional e despertou interesse crescente de outros países.


Lavrov destacou o papel desempenhado pelo Brasil durante sua presidência do BRICS no ano anterior, afirmando que as iniciativas propostas pelos brasileiros contribuíram para aprofundar a integração entre os membros e dar continuidade a projetos definidos na cúpula de Kazan, realizada em 2024. De acordo com o ministro, as relações da Rússia com todos os países do bloco avançaram de forma consistente.


No balanço apresentado, o chanceler russo também mencionou os preparativos para a terceira cúpula Rússia-África, prevista para 2026, e ressaltou a importância da segunda conferência ministerial entre a Rússia e a União Africana, programada para dezembro de 2025, no Cairo. Ele avaliou esses encontros como estratégicos para o fortalecimento do diálogo político e econômico com o continente africano.


Outro ponto destacado foi a conclusão dos Anos Cruzados da Cultura Russo-Chinesa (2024–2025), período marcado pela realização de centenas de eventos culturais, educacionais e esportivos nos dois países. Lavrov informou que Rússia e China anunciaram uma nova iniciativa conjunta para 2026–2027, que deverá ser dedicada aos Anos da Educação, com foco em intercâmbios acadêmicos e juvenis.


Segundo o ministro, a cooperação humanitária entre Moscou e Pequim tem avançado paralelamente às parcerias econômicas e estratégicas. Ele afirmou que acordos de isenção de vistos contribuíram para o aumento recorde no fluxo de viagens entre os dois países, fortalecendo os laços culturais e institucionais.


Lavrov também classificou como prioritária a parceria estratégica com a Índia, lembrando a visita de Estado do presidente russo a Nova Deli e os encontros com a presidente Draupadi Murmu e o primeiro-ministro Narendra Modi. De acordo com ele, a relação bilateral permanece como um dos pilares da política externa russa na Ásia.


No âmbito econômico do BRICS, o ministro destacou projetos em andamento com o Irã, incluindo a expansão da usina nuclear de Bushehr e o desenvolvimento do corredor internacional de transporte Norte-Sul, que liga Rússia, Azerbaijão e Irã. Lavrov afirmou que não há intenção de interromper essas iniciativas e que novos investimentos estão sendo avaliados.


Ao comentar a ampliação do BRICS, Lavrov mencionou o Vietnã, que em 2025 passou a integrar o grupo como país parceiro. Ele descreveu a relação entre Moscou e Hanói como uma parceria estratégica e ressaltou o apoio russo aos esforços vietnamitas de desenvolvimento econômico e social.


A coletiva de imprensa, que durou cerca de três horas, contou com a participação de veículos de comunicação russos e internacionais e encerrou-se com a avaliação de Lavrov de que a diplomacia russa entrou em 2026 com bases mais sólidas de cooperação multilateral e maior articulação no cenário internacional.

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