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Suprema Corte dos EUA se curva para o plano de Trump contra cidadania de imigrantes

Em uma decisão apertada por 6 votos a 3, a Suprema Corte dos Estados Unidos restringiu nesta sexta-feira (27) o alcance de liminares nacionais que barravam a tentativa do presidente Donald Trump de alterar o princípio constitucional da cidadania por nascimento. A Corte determinou que decisões judiciais emitidas por tribunais federais em Maryland, Massachusetts e Washington devem ser revistas quanto à sua abrangência, impedindo que tenham efeito nacional imediato.


"Tiros" disparados no comício de Donald Trump em Butler, Pensilvânia. 2024
"Tiros" disparados no comício de Donald Trump em Butler, Pensilvânia. 2024

Apesar disso, o tribunal indicou que a ordem executiva de Trump, que visa impedir a concessão automática de cidadania a crianças nascidas nos EUA de pais não cidadãos ou sem residência legal, pode nunca entrar em vigor. A decisão da Suprema Corte estabelece um prazo mínimo de 30 dias antes que qualquer medida possa ser aplicada.


A proposta de Trump desafia diretamente a 14ª Emenda da Constituição, que garante a cidadania a todas as pessoas nascidas em solo estadunidense. Caso implementada, a diretriz poderia negar a cidadania a mais de 150 mil recém-nascidos por ano, conforme alertam opositores da medida, incluindo procuradores de 22 estados e organizações de defesa dos direitos dos imigrantes.


A juíza conservadora Amy Coney Barrett, relatora da decisão majoritária, descreveu que o papel dos tribunais federais é limitado à resolução de casos específicos e que não devem agir como instâncias de controle geral sobre o poder executivo. Em seu voto dissidente, a juíza Sonia Sotomayor criticou duramente a decisão da Corte, argumentando que ela permite a imposição de políticas inconstitucionais ao restringir a atuação dos juízes federais. “Nenhum direito está seguro neste novo regime jurídico”, escreveu Sotomayor, que leu trechos de sua dissidência em plenário.


A decisão repercutiu entre membros do governo Trump. Em publicação na Truth Social, o presidente celebrou o veredito como uma “vitória gigante”, enquanto a procuradora-geral Pam Bondi declarou que a Suprema Corte pôs fim a uma “enxurrada interminável” de liminares contra o governo. Ela também reiterou o compromisso do Departamento de Justiça em defender as políticas executivas.

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