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Trump lança ofensiva política contra os juros que sustentam Wall Street

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou um debate político e econômico ao propor um limite de 10% nas taxas de juros de cartões de crédito por um ano, a partir de 20 de janeiro. A medida, sem detalhes sobre aplicação e sem apoio claro no Congresso, gerou dúvidas entre bancos sobre sua viabilidade legal e impacto no acesso ao crédito.


Donald Trump conversa com membros da mídia antes de embarcar no Marine One. ©White House
Donald Trump conversa com membros da mídia antes de embarcar no Marine One. ©White House

O setor bancário dos Estados Unidos enfrenta um cenário de incerteza depois que o presidente Donald Trump anunciou um pedido para limitar as taxas de juros de cartões de crédito a 10% ao ano por um período de um ano, com início previsto para 20 de janeiro. A proposta provocou queda nas ações de grandes bancos e deixou instituições financeiras sem orientações claras sobre como atender à medida.


A Casa Branca divulgou o pedido em 10 de janeiro, mas não especificou mecanismos legais ou regulatórios para implementar o limite, nem como ele seria fiscalizado, segundo fontes do setor. Especialistas indicam que uma mudança tão significativa provavelmente exigiria aprovação do Congresso, onde esforços semelhantes já fracassaram anteriormente, já que poderes executivos isolados não conferem autoridade clara para impor o teto.


A reação do mercado financeiro foi imediata, com ações de bancos e emissoras de cartões de crédito registrando quedas após o anúncio. Instituições como JPMorgan Chase, Citigroup e Capital One observaram declínios expressivos, refletindo preocupações com a potencial redução de receitas caso o limite seja adotado.


Líderes do setor financeiro alertam que um teto obrigatório nos juros poderia restringir o acesso ao crédito, especialmente para consumidores com menor pontuação de crédito, e reduzir a rentabilidade de produtos que constituem uma parte significativa das receitas bancárias. Essa perspectiva aumenta dúvidas entre analistas e executivos sobre os efeitos reais da medida na economia e no consumo.


Ao mesmo tempo, defensores da proposta argumentam que um limite temporário pode aliviar o custo de endividamento para milhões de famílias americanas que enfrentam taxas médias significativamente mais altas, acima de 20% em muitos casos. Porém, a ausência de um caminho claro para converter o pedido em lei amplifica o debate político em torno da medida.


A proximidade da data proposta para o início do teto de juros intensifica a pressão sobre bancos e formuladores de políticas para definir uma resposta coordenada ou alternativas viáveis antes de 20 de janeiro, enquanto o mercado avalia os possíveis impactos econômicos e legais.

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