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Trump propõe que países contribuam com US$ 1 bilhão para manter lugar em seu “Conselho da Paz”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está promovendo um modelo de participação para um novo “Conselho da Paz” internacional que exige que países contribuam com pelo menos US$ 1 bilhão em dinheiro para estender sua permanência além de três anos no grupo, segundo um rascunho de estatuto visto pela Bloomberg e confirmado por agências internacionais. A Casa Branca classificou a informação como equivocada.


Donald e Melania Trump olham para o lado após escada rolante da ONU travar, em 23 de setembro de 2025 ©REUTERS Kylie Cooper
Donald e Melania Trump olham para o lado após escada rolante da ONU travar, em 23 de setembro de 2025 ©REUTERS Kylie Cooper

A administração do presidente Donald Trump está propondo que países paguem US$ 1 bilhão em contribuições em espécie para manter uma posição prolongada no chamado “Conselho da Paz”, um novo órgão de cooperação internacional focado na estabilidade e reconstrução de regiões afetadas por conflitos, de acordo com um rascunho de estatuto obtido por agências de notícias e relatado neste domingo.


O documento, ainda preliminar, prevê que Trump atuaria como presidente inaugural do conselho e que cada país-membro teria um mandato inicial de até três anos. A contribuição financeira seria uma condição para que o prazo limite seja dispensado, ampliando a permanência de um Estado no grupo além desse período.


O estatuto descreve o conselho como uma organização internacional destinada a “promover estabilidade, restaurar governança confiável e legal e assegurar uma paz duradoura” em áreas ameaçadas por conflitos. Pelo texto, a estrutura de decisão incluiria votação entre os membros presentes, mas sujeita à aprovação do presidente do conselho, no caso Trump.

Fontes oficiais destacaram que a Reuters não conseguiu verificar imediatamente todas as informações sobre o valor financeiro, e o governo dos EUA respondeu às perguntas remetendo a publicações anteriores nas redes sociais do presidente e de seu enviado especial, Steve Witkoff, que não mencionavam a quantia específica.


A Casa Branca classificou o relatório como “enganoso”, afirmando que não existe uma taxa mínima formal para se juntar ao conselho. Autoridades afirmaram que o estatuto apenas oferece “assentos permanentes” a países que demonstrem forte compromisso com paz, segurança e prosperidade, sem confirmar a cobrança de uma taxa específica.


President-Donald-Trump-Official-Presidential-Portrait
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Críticos da proposta observam que um requisito financeiro dessa magnitude pode limitar a participação de nações menos ricas e levantar questões sobre a natureza e a representatividade do conselho em relação a organismos multilaterais existentes, como as Nações Unidas. Especialistas em diplomacia internacional ressaltam que a definição clara de regras e critérios de participação será fundamental para a credibilidade e eficácia do novo fórum.


Ainda não está claro quais países já manifestaram interesse formal em integrar o conselho ou que posição governos estrangeiros adotaram frente à proposta. A divulgação de um estatuto definitivo e a confirmação oficial dos termos de participação deverão ocorrer nas próximas semanas, conforme o processo de organização da entidade avance.

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