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O grupo armado ISIS reivindicou a autoria do ataque ocorrido contra uma base aérea no Aeroporto Internacional Diori Hamani, em Niamey, capital do Níger. A ação acontece em meio a um cenário de instabilidade no país, governado por militares desde 2023, e após o líder da junta acusar França, Benim e Costa do Marfim de envolvimento no atentado, sem apresentar provas.

O ISIS reivindicou, nesta sexta-feira (30), a autoria do ataque realizado contra uma base aérea instalada no principal aeroporto do Níger, nos arredores da capital, Niamey. A alegação foi divulgada pela agência Amaq, ligada ao grupo, que descreveu a ação como um ataque surpresa e coordenado, afirmando que causou danos significativos, embora não tenha detalhado a extensão das perdas.
Segundo o governo militar do Níger, o ataque ocorreu pouco depois da meia-noite de quinta-feira (29) e foi seguido por intensos confrontos entre as forças de segurança e os agressores. As autoridades afirmaram que 20 atacantes foram mortos durante as operações de resposta e que quatro soldados do exército ficaram feridos.
O aeroporto Diori Hamani, localizado a cerca de 10 quilômetros do palácio presidencial, abriga instalações militares estratégicas, incluindo bases aéreas e o quartel-general da força conjunta formada por Níger, Mali e Burkina Faso. O local também é considerado sensível por concentrar estoques de urânio, atualmente no centro de uma disputa de nacionalização envolvendo a empresa nuclear francesa Orano.
Na quinta-feira, o líder da junta militar, general Abdourahamane Tiani, agradeceu publicamente às tropas russas estacionadas na base aérea por sua atuação durante o ataque, reforçando a aproximação do Níger com Moscou. O país tem intensificado a cooperação militar com a Rússia desde o rompimento gradual de laços com aliados ocidentais.
Em pronunciamento na televisão estatal, Tiani acusou França, Benim e Costa do Marfim de patrocinarem o ataque ao aeroporto, sem apresentar evidências. Ele afirmou que os países citados deveriam “estar preparados” para uma reação do Níger. As declarações elevaram a tensão diplomática na região.
O governo do Benim rejeitou as acusações. O porta-voz Wilfried Léandre Houngbedji classificou as alegações como infundadas e afirmou que não há qualquer envolvimento de seu país no ataque.
As autoridades do Níger combatem há cerca de uma década grupos armados ligados ao ISIS e à Al-Qaeda, sobretudo nas regiões oeste e sudeste do país. Nos últimos meses, facções associadas ao Estado Islâmico foram responsabilizadas por ataques de grande impacto, incluindo ações que deixaram mais de 120 mortos na região de Tillabéri e o sequestro de um piloto norte-americano.
O ataque ao aeroporto ocorre em um contexto de reconfiguração geopolítica no Sahel, onde Níger, Mali e Burkina Faso, todos sob governos militares, formaram a Aliança dos Estados do Sahel e intensificaram o afastamento do Ocidente, ao mesmo tempo em que ampliam parcerias com a Rússia para o enfrentamento de grupos armados.
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31 de janeiro de 2026

































