top of page

MODO DE NAVEGAÇÃO

Um grupo de 30 congressistas dos Estados Unidos questionou em 6 de maio de 2026 a omissão oficial de Washington sobre o arsenal nuclear de Israel. A cobrança foi formalizada em carta enviada ao secretário de Estado Marco Rubio. O documento foi divulgado em meio a ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra o Irã desde 28 de fevereiro.


Base Nuclear de Dimona, em "Israel"
Base Nuclear de Dimona, em "Israel"

A iniciativa foi liderada pelo congressista Joaquin Castro e reúne parlamentares do Partido Democrata. No texto, os signatários afirmam que a política de silêncio sobre o programa nuclear israelense impede a formulação de diretrizes de não proliferação no Oriente Médio. “Não podemos desenvolver uma política coerente de não proliferação”, escreveram, “incluindo aquelas relacionadas ao programa nuclear civil do Irã e às ambições nucleares civis da Arábia Saudita, enquanto mantemos uma política de silêncio oficial sobre a capacidade de armas nucleares de uma das principais partes na guerra atual, na qual os Estados Unidos estão diretamente envolvidos”.


A carta solicita que o governo estadunidense forneça informações detalhadas sobre o arsenal israelense, incluindo número de ogivas, sistemas de lançamento, capacidade de enriquecimento e atividades no complexo nuclear de Dimona, localizado no deserto do Negev. Os parlamentares também pedem acesso a comunicações oficiais sobre a doutrina nuclear israelense e suas diretrizes estratégicas.


Israel mantém desde a década de 1960 uma política de não confirmar nem negar a posse de armas nucleares. Relatos de veículos ocidentais indicam que o país possui entre 200 e 400 ogivas nucleares, o que o coloca como único detentor desse tipo de armamento na Ásia Ocidental fora de qualquer regime formal de transparência. Documentos confidenciais apontam que autoridades estadunidenses tinham conhecimento da capacidade israelense de produzir plutônio de grau militar no complexo de Dimona desde o período inicial do programa.

Os congressistas criticam o tratamento diferenciado adotado por Washington em relação a programas nucleares de outros países. “Pedimos que exijam de Israel o mesmo nível de transparência que os Estados Unidos esperam de qualquer outro país que esteja desenvolvendo ou mantendo capacidades nucleares”, afirmaram. No documento, eles destacam que os Estados Unidos reconhecem formalmente arsenais de países como Reino Unido, França, Índia, Paquistão, Rússia, China e Coreia do Norte, enquanto mantêm silêncio sobre Israel.


A cobrança ocorre no contexto de escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã sob alegações de desenvolvimento de armas nucleares. Teerã rejeita essas acusações e afirma que suas instalações nucleares operam sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O governo iraniano declarou que os bombardeios violam normas internacionais ao atingir instalações sob salvaguardas da agência.


Autoridades iranianas também afirmam que Israel deve aderir ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e submeter seu programa à fiscalização internacional. A existência de um arsenal não declarado é apontada por Teerã como fator de instabilidade regional, em contraste com a pressão exercida por Washington sobre outros países da região.

apoie a ampliação do nosso trabalho

Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.

Frequência

1 vez

Mensal

Anual

Valor

R$ 10

R$ 20

R$ 30

R$ 40

R$ 50

R$ 100

R$ 200

Outro

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

  • LOGO CLD_00000

6 de maio de 2026

Congressistas dos EUA condenam o silêncio dos EUA sobre o arsenal nuclear israelense

bottom of page