
MODO DE NAVEGAÇÃO
Em meio à crescente pressão sobre seu passaporte, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou que permanecerá nos Estados Unidos e se licenciará temporariamente de seu mandato na Câmara dos Deputados. A decisão ocorre após a movimentação do STF em relação à possibilidade de apreensão de seu passaporte, levantada por um pedido do PT.

Em um vídeo publicado nas redes sociais na manhã desta terça-feira (18/3), Eduardo afirmou que não se submeteria ao "regime de exceção" e que, apesar de abdicarem temporariamente de seu cargo, continuaria representando os "irmãos de pátria" que o elegeram. Ele revelou também que o deputado federal Zucco (PL-RS) assumirá a presidência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional em seu lugar.
A decisão de se licenciar do mandato surpreendeu até os líderes de seu próprio partido. Na segunda-feira (17/3), o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), havia informado que Eduardo retornaria ao Brasil para assumir a presidência da comissão. No entanto, uma reviravolta nas últimas horas fez com que o deputado optasse por se manter nos Estados Unidos por tempo indefinido.
Eduardo Bolsonaro afirmou que permanecerá no país para focar em "buscar as justas punições" a figuras como o ministro Alexandre de Moraes e a Polícia Federal, a quem acusa de violações aos seus direitos. Em suas declarações, o parlamentar não escondeu o receio de ser preso por ordem de Moraes.
A medida ocorre após o PT ter acionado o Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro, solicitando a apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro, alegando que o deputado estaria cometendo crimes contra a soberania nacional ao criticar o Judiciário no exterior. O ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso, que segue em análise pela Procuradoria-Geral da República.
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18 de março de 2025

































