top of page

MODO DE NAVEGAÇÃO

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou em 2 de maio de 2026 que o país não aceitará imposições diante de ameaças de invasão feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A resposta ocorreu após anúncios de novas sanções e declarações sobre envio de forças militares à região. O governo cubano denunciou aumento da pressão militar e econômica por parte de Washington.


Presidente Miguel Díaz-Canel I ARQUIVO
Presidente Miguel Díaz-Canel I ARQUIVO
Em publicação nas redes sociais no sábado, 2 de maio de 2026, Miguel Díaz-Canel afirmou que Donald Trump elevou a tensão militar contra Cuba “a um nível perigoso e sem precedentes”. O posicionamento ocorreu após declarações do presidente estadunidense em evento realizado em 1º de maio na Flórida, onde indicou a possibilidade de invadir a ilha após operações em curso contra o Irã.

Díaz-Canel declarou que a comunidade internacional deve avaliar a situação e questionou a legitimidade das ações anunciadas por Washington. Segundo o presidente cubano, trata-se de “um ato criminoso tão drástico para satisfazer os interesses de um grupo pequeno, mas rico e influente, com ânsias de vingança e dominação”. A fala associa a política externa estadunidense a interesses econômicos concentrados.


O presidente cubano também afirmou que “nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba. Encontrará um povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centímetro do território nacional”. A declaração foi feita em meio a mobilizações populares realizadas no país durante o Dia do Trabalhador.


As ameaças de Donald Trump ocorreram no contexto da ampliação de medidas coercitivas contra Cuba. O governo estadunidense anunciou novas sanções direcionadas a autoridades cubanas, empresas estatais e companhias estrangeiras que mantêm relações comerciais com a ilha. As medidas incluem restrições ao setor energético, com foco na limitação do acesso cubano ao petróleo e ao sistema financeiro internacional.


O anúncio do envio de um porta-aviões, citado por Trump como o USS Abraham Lincoln, indica a possibilidade de presença militar próxima ao território cubano. A movimentação ocorre paralelamente ao endurecimento do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos, política mantida há décadas e reforçada por sucessivas administrações em Washington.


As medidas foram anunciadas durante as celebrações do 1º de Maio em Cuba, data marcada por mobilizações em Havana e outras cidades. Milhares de pessoas participaram de atos públicos em defesa da soberania nacional e contra as ações do governo estadunidense.


Em nota pública, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) declarou repúdio às ameaças de invasão e às sanções impostas pelos Estados Unidos. O partido classificou as medidas como coercitivas e afirmou: “Conclamamos partidos, parlamentares, movimentos sociais e organizações civis a denunciar e ampliar o apoio e a solidariedade a Cuba de modo permanente e vigilante”.


O PCdoB também afirmou que “defender Cuba é defender o direito dos povos à autodeterminação, à soberania e à construção de seus próprios destinos”, relacionando o caso cubano a um histórico de intervenções externas na América Latina vinculadas à política externa dos Estados Unidos.

apoie a ampliação do nosso trabalho

Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.

Frequência

1 vez

Mensal

Anual

Valor

R$ 10

R$ 20

R$ 30

R$ 40

R$ 50

R$ 100

R$ 200

Outro

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

  • LOGO CLD_00000

4 de maio de 2026

Díaz-Canel reage a ameaças de Trump e diz que Cuba não aceitará rendição diante de possível invasão

bottom of page