
MODO DE NAVEGAÇÃO
As autoridades israelenses têm perpetuado uma prática constante de zoomorfizar os palestinos, uma desumanização sistemática que busca rebaixá-los ao status de "animais". Essa animalização não é apenas uma estratégia simbólica de inferiorização, mas também um mecanismo para justificar a perseguição e a caça de palestinos, com aval de calendários onusianos que legitimam, de forma indireta, uma política de limpeza étnica e genocídio em curso.
Transformados em "vermes" ou "presas", os palestinos são concebidos como seres descartáveis, cuja eliminação pode ser realizada sem remorso. A lógica dessa caçada vai além do extermínio físico: ela inclui o apagamento simbólico de sua existência, como no caso das aldeias palestinas arrasadas durante a colonização da Palestina, sobre as quais foram plantadas árvores para erradicar quaisquer vestígios de memória histórica. Essa prática revela a tentativa de obscurecer a presença palestina e mascarar a ausência de raízes israelenses na terra que reivindicam, onde as lembranças são, no máximo, bíblicas e mitológicas.
Além disso, a ocupação das terras palestinas pelos colonos israelenses pode ser vista como um ato de antropofagia territorial, uma espécie de canibalização dos espaços palestinos. Ao invadir, consumir e destruir o território alheio, os colonos não apenas roubam a terra, mas devoram simbolicamente a identidade e a existência de um povo.
Esse processo de zoomorfismo e antropofagia reflete o sadismo de um projeto colonial que busca aniquilar, tanto física quanto simbolicamente, os palestinos e sua cultura. É uma forma de genocídio que transcende o corpo e atinge a memória, o território e a dignidade.
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1 de janeiro de 2025

































