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A China anunciou o envio de assistência médica emergencial à República Democrática do Congo (RDC) em resposta ao surto de Ebola registrado no país africano. A medida inclui o deslocamento de equipes médicas chinesas para atuar diretamente nas áreas afetadas pela doença e reforçar a cooperação com instituições africanas de saúde pública. O anúncio ocorre enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza 134 casos confirmados e 18 mortes ligadas ao atual surto na RDC e em Uganda.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou na segunda-feira, em Pequim, que o governo chinês decidiu fornecer assistência humanitária emergencial à República Democrática do Congo diante da expansão dos casos de Ebola. Segundo o diplomata, a iniciativa envolve o envio de especialistas médicos para prestar atendimento clínico e apoio técnico às autoridades sanitárias congolesas.
“Sentimos muita solidariedade à República Democrática do Congo devido ao recente surto de Ebola”, afirmou Lin Jian durante entrevista coletiva. O porta-voz acrescentou que Pequim também está prestando apoio à Comissão da União Africana e aos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças no enfrentamento da epidemia.
Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde na sexta-feira indicam que o atual surto contabiliza pelo menos 134 casos confirmados na República Democrática do Congo e em Uganda. Segundo a OMS, 18 pessoas morreram entre os casos oficialmente confirmados nos dois países.
As autoridades sanitárias congolesas informaram que novos casos suspeitos continuam sendo registrados desde a declaração oficial do surto, em 15 de maio. De acordo com os dados apresentados pelas autoridades nacionais de saúde, o número acumulado de casos suspeitos ultrapassou 1.000 notificações desde o início da emergência sanitária.
A circulação do vírus está associada à cepa Bundibugyo do Ebola, identificada em três províncias do leste congolês: Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. A concentração dos registros nessas regiões ocorre em um território marcado por deslocamentos populacionais, instabilidade armada e limitações na infraestrutura de saúde pública, fatores que dificultam o rastreamento de contatos e o tratamento dos pacientes.
Lin Jian declarou que equipes médicas chinesas já estão atuando no continente africano durante o atual surto. “Neste momento, equipes médicas chinesas estão em campo combatendo a doença lado a lado com o povo africano”, afirmou o porta-voz. Ele acrescentou que mais de 45 equipes médicas chinesas realizaram missões em países africanos nos últimos anos.
A atuação chinesa ocorre em um contexto de ampliação dos vínculos entre Pequim e países africanos em áreas como saúde pública, infraestrutura e formação técnica. O envio de profissionais médicos para regiões afetadas por epidemias integra uma estratégia adotada pela China em diferentes momentos das últimas décadas, incluindo respostas a surtos anteriores de Ebola em países africanos.
Enquanto a China anuncia reforço da cooperação sanitária, a Organização Mundial da Saúde tem criticado medidas de restrição adotadas por alguns governos após o surgimento do atual surto. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que os países que impuseram limitações de viagem e fecharam fronteiras reconsiderem essas decisões.
Segundo informações divulgadas pela OMS, Canadá e Estados Unidos adotaram restrições de viagem e suspensões de vistos para residentes da República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul em razão do surto de Ebola. As medidas afetam a circulação de pessoas oriundas dos países atingidos pela doença.
Ruanda e Uganda também implementaram restrições de deslocamento envolvendo viajantes procedentes da República Democrática do Congo, apesar das fronteiras compartilhadas com o território congolês.
As informações sobre a assistência médica chinesa e a evolução do surto foram divulgadas pela agência Anadolu e por comunicados da Organização Mundial da Saúde.
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1 de junho de 2026

































