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MODO DE NAVEGAÇÃO

O chefe de segurança das Brigadas Hezbollah do Iraque advertiu, em 24 de fevereiro de 2026, que as ameaças do governo estadunidense contra o Irã podem desencadear uma escalada militar regional. A declaração foi feita por Abu Ali al-Askari diante do aumento de deslocamentos militares estadunidenses no Oriente Médio. O dirigente afirmou que as forças de resistência estão preparadas para responder a qualquer agressão contra a República Islâmica.


Kataib Hezbollah ©GREY SYNAMICS
Kataib Hezbollah ©GREY SYNAMICS

Em comunicado, al-Askari afirmou que “as ameaças dos EUA não servirão de instrumento de pressão sobre o Irã”, acrescentando que o envio de frotas navais, a ativação de bases militares e a preparação logística nas fronteiras da Síria e do Curdistão iraquiano indicam cenários de possível agressão terrestre contra o território iraniano. Segundo ele, a movimentação militar revela que Washington prepara opções ofensivas, ampliando a instabilidade regional.


O dirigente também apelou às autoridades curdas do norte do Iraque para que “ajam com moderação e prudência” e não participem de qualquer operação militar contra o Irã. Al-Askari defendeu que as instituições militares iranianas reforcem sua prontidão, especialmente nas regiões de fronteira no noroeste do país, onde a pressão militar estrangeira tem se intensificado.


A Resistência Iraquiana declarou publicamente sua disposição de apoiar o Irã em caso de ataque, convocando combatentes de diferentes frentes regionais a se mobilizarem. O posicionamento amplia o risco de um confronto de maiores proporções envolvendo múltiplos atores no Oriente Médio, caso a escalada militar se concretize.


No campo político, o líder do Movimento Nacional da Sabedoria do Iraque, Sayed Ammar Hakim, defendeu a redução das tensões por via diplomática e afirmou que a estabilidade do Irã é “um pilar fundamental da segurança regional”. Hakim advertiu que a imposição da vontade pela força viola tratados internacionais e coloca em risco a paz global, instando Washington a abandonar políticas de pressão militar.


As negociações indiretas entre Teerã e Washington, mediadas por Omã, já tiveram duas rodadas anteriores e devem avançar em Genebra. O Irã sustenta que qualquer acordo deve incluir o levantamento das sanções impostas pelo governo estadunidense e o reconhecimento de seu direito ao enriquecimento de urânio para fins civis, conforme normas internacionais.


Em resposta às ameaças, autoridades iranianas reiteraram que não aceitarão intimidação externa e que, embora priorizem a via diplomática, estão preparadas para qualquer cenário.

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