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Segundo o comunicado oficial divulgado em 12 de abril de 2026, o governo iemenita classificou como “nova vitória” a postura da delegação iraniana nas negociações realizadas na capital paquistanesa. “A firmeza da delegação iraniana na mesa de negociações constitui uma nova vitória para a República Islâmica e o Eixo da Resistência” afirmou o texto, indicando alinhamento político e estratégico com Teerã. O documento também sustenta que “os Estados Unidos pretendiam impor na mesa de negociações o que não conseguiram impor por meio de confrontos militares no terreno”.

O Ministério foi ainda mais direto ao atacar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsabilizando-o pela escalada regional.
“O criminoso Trump e seus cúmplices tentaram derrubar a República Islâmica do Irã durante as duas rodadas anteriores de conflito, mas agora lutam para abrir o Estreito de Ormuz, embora também fracassem nesse objetivo”.
O governo iemenita advertiu que qualquer ampliação das hostilidades, seja em território terrestre ou em águas internacionais, terá efeitos diretos sobre cadeias globais de suprimentos, preços da energia e estabilidade econômica internacional.
O posicionamento também incluiu uma ameaça explícita de intensificação militar. “Caso a agressão dos EUA e dos sionistas contra a República Islâmica do Irã e o Eixo da Resistência seja retomada, o Iêmen entrará em uma escalada mais contundente de operações militares”.
A escalada atual remonta a 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques diretos contra o Irã, ampliando um ciclo de confrontos já latente na região. Em resposta, o Iêmen passou a emitir advertências públicas e, em 28 de março, formalizou sua entrada no confronto ao lançar seu primeiro ataque com mísseis balísticos contra alvos israelenses estratégicos. A ação marcou uma mudança qualitativa no conflito, inserindo o território iemenita como frente ativa de combate.
Desde então, forças iemenitas têm conduzido operações coordenadas com unidades iranianas e do Hezbollah libanês, incluindo ataques contra o porto israelense de Eilat, no Mar Vermelho, ampliando o alcance geográfico da confrontação. Registros divulgados pela agência Reuters mostram o lançamento de mísseis a partir de locais não identificados no território iemenita.
Após 40 dias de ofensiva contínua conduzida por forças estadunidenses e israelenses, Washington aceitou formalmente, na quarta-feira anterior às declarações, uma proposta iraniana de 10 pontos como base para negociações. O acordo preliminar resultou em um cessar-fogo temporário de duas semanas, destinado a abrir espaço para negociações diplomáticas.
As conversações foram realizadas em Islamabad, com participação indireta de países da região. No domingo (12), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, informou que houve avanços parciais. Segundo ele, as partes chegaram a entendimentos em alguns pontos, mas divergências persistem em “dois ou três temas principais”, incluindo o programa nuclear iraniano e o trânsito pelo Estreito de Ormuz.
Baqai acrescentou que consultas e contatos diplomáticos continuarão envolvendo o Irã, o Paquistão e outros países da região considerados aliados, com o objetivo de reduzir as tensões em curso.
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12 de abril de 2026

































