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Milhares de pessoas acompanharam nesta terça-feira (3) o funeral das crianças assassinadas no ataque israelense-estadunidense contra uma escola primária na província iraniana de Hormozgan. A cerimônia ocorreu três dias após o bombardeio de 28 de fevereiro de 2026 que atingiu a Escola Shajareh Tayyebeh, na cidade de Minab. Segundo o promotor local, 165 crianças morreram e quase 100 ficaram feridas na explosão. A Sociedade do Crescente Vermelho do Irã informou que mais de 700 pessoas já foram mortas desde o início da ofensiva no sábado (28). Autoridades iranianas classificam a ação como crime de guerra e prometem responsabilização judicial interna e internacional.

O cortejo fúnebre tomou as ruas de Minab na manhã desta terça-feira, com familiares carregando pequenos caixões e fotografias das vítimas. Relatos da agência Tasnim mostram multidões em oração enquanto os corpos das crianças eram conduzidos para sepultamento. O prédio atingido, de dois andares e uso exclusivamente civil, abrigava uma escola de meninos no térreo e uma escola de meninas no primeiro piso.
O procurador de Minab confirmou oficialmente o número de mortos logo após o ataque e denunciou o que chamou de ação “criminosa” e “selvagem”. “Entre os mártires também estão membros da equipe educacional e pais de alunos”, declarou. A explosão devastou completamente a estrutura, espalhando destroços pelas vias próximas e levantando uma espessa coluna de fumaça visível a quilômetros de distância.
O chefe do Judiciário da província de Hormozgan, Mojtaba Qahremani, informou nesta terça-feira que 140 corpos já foram identificados e tiveram autorização de sepultamento emitida. Segundo ele, 25 corpos ainda não puderam ser oficialmente reconhecidos devido à intensidade da explosão, sendo necessários exames de DNA para confirmação. Qahremani afirmou que “remanescentes das armas do inimigo” foram recolhidos no local e que o caso está sendo encaminhado às instâncias judiciais nacionais e internacionais.
Equipes de resgate trabalharam nos escombros nas horas seguintes ao bombardeio, enquanto familiares desesperados buscavam informações sobre as crianças. O ataque ocorreu no contexto da ofensiva iniciada no sábado por forças israelenses e estadunidense, ampliando a escalada regional já marcada por confrontos diretos.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou condolências às famílias e classificou o episódio como “tragédia devastadora após o ataque traiçoeiro que entristeceu os corações de todos os iranianos e povos livres”. Ele afirmou que “este ato desumano e brutal é mais uma página sombria no registro interminável dos crimes dos agressores contra esta terra, que jamais será apagada da memória histórica de nossa nação”.
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3 de março de 2026

































