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O Irã afirmou que “assuntos internos são de responsabilidade exclusiva do seu povo” e que não aceitará interferência externa após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os protestos no país. Seyed Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores iraniano, também criticou a postura de Washington e disse que negociações com os EUA são inviáveis no momento.

O governo iraniano declarou, nesta quarta-feira (7), que rejeita qualquer tentativa de interferência estrangeira em seus assuntos internos e reafirmou a soberania nacional diante de recentes críticas e alertas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araqchi, afirmou a repórteres em Teerã que questões internas dizem respeito exclusivamente ao povo iraniano, sublinhando que “nenhuma potência externa tem o direito de ditar nossos assuntos internos”. Ele destacou que o governo trabalha com seus cidadãos para resolver reivindicações e protestos sem ingerência de outros países.
Araqchi também criticou a postura dos EUA, afirmando que o atual clima de hostilidade torna inviável qualquer negociação bilateral significativa no momento. O ministro reiterou que Teerã permanece disposto ao diálogo baseado em respeito mútuo e interesses comuns, mas acusou os Estados Unidos de adotar uma abordagem conflituosa que dificulta esse processo.
Em resposta às declarações de Trump, consideradas “imprudentes” e “perigosas” por autoridades iranianas, Araqchi ressaltou que o país busca reduzir dependência de potências que considera hostis e fortalecer sua economia por meio de parcerias regionais, sem condicionamentos externos.
O ministro ainda afirmou que a prioridade de Teerã é eliminar as sanções impostas contra o país, mas que isso será feito de acordo com seus próprios termos e sem submeter-se às exigências dos Estados Unidos.
As declarações ocorrem em meio a protestos no Irã desencadeados por dificuldades econômicas e oscilações da moeda local, que ganharam atenção internacional e provocaram alertas de Trump sobre possíveis ações dos EUA diante da repressão às manifestações.
Especialistas observam que a retórica dura de ambos os lados intensifica as tensões diplomáticas entre Teerã e Washington, num momento em que a situação interna do Irã — marcada por desafios econômicos e pressão internacional — permanece volátil.
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7 de janeiro de 2026

































