
MODO DE NAVEGAÇÃO
O governo iraniano reafirmou nesta quarta-feira (18) que não aceitará manter qualquer tipo de diálogo diplomático sob condições de ameaça ou violência militar. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, em entrevista à emissora estadunidense CNN, em resposta às alegações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Teerã teria buscado abrir canais de negociação com Washington.
Takht-Ravanchi, que também já representou o Irã nas Nações Unidas, foi enfático ao afirmar que "o Irã está atualmente se defendendo contra uma agressão ilegal e unilateral, e não buscará negociações enquanto sua população sofre com bombardeios diários". Ele reiterou que, embora o país defenda a via diplomática, "não aceitará dialogar sob coerção, nem suplicará por soluções impostas".
Em nota paralela divulgada pela missão iraniana na ONU, em Nova York, o governo classificou como “falsas” as declarações de Trump e reforçou que qualquer iniciativa de diálogo sob pressão militar é inaceitável. A missão também declarou que "para cada ameaça, haverá uma resposta proporcional; para cada movimento hostil, uma reação à altura".
As declarações ecoam o posicionamento do líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, que, em mensagem televisiva, alertou:
“O povo iraniano resistirá não apenas a uma guerra imposta, mas também a uma paz imposta.”

As tensões aumentaram nas últimas semanas após o início de uma ofensiva israelense contra alvos estratégicos no Irã, incluindo o assassinato de cientistas nucleares, comandantes militares e civis, entre eles mulheres e crianças. O ataque aconteceu no momento em que Irã e Estados Unidos conduziam negociações indiretas sobre o programa nuclear em Mascate, capital de Omã, com a mediação do governo omanita.
O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também criticou duramente a postura de Trump, afirmando que o apoio público do presidente norte-americano à ofensiva israelense torna os Estados Unidos cúmplices da agressão e compromete seriamente a continuidade dos diálogos nucleares.
A crise diplomática se intensifica enquanto Teerã sinaliza que qualquer avanço nas negociações dependerá da suspensão de ações hostis por parte de Washington e Tel Aviv.

Fonte: PressTV
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19 de junho de 2025

































