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Ataques israelenses mataram pelo menos oito pessoas no sul do Líbano nesta terça-feira, apesar da vigência de um cessar-fogo anunciado após mediação dos Estados Unidos. Entre os mortos estão um dentista e seus dois filhos, atingidos por um drone israelense na região de Nabatieh-Khardali. As ações militares ocorreram menos de um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que havia recebido garantias de interrupção dos disparos.


01 de junho de 2026, Líbano, Arnoun: Fumaça sobe após um ataque aéreo israelense contra a vila libanesa de Arnoun, no sul do Líbano. | Foto: Stringer/picture alliance via Getty Images
01 de junho de 2026, Líbano, Arnoun: Fumaça sobe após um ataque aéreo israelense contra a vila libanesa de Arnoun, no sul do Líbano. | Foto: Stringer/picture alliance via Getty Images

De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), os ataques ocorreram em diferentes localidades do sul do país. Em um dos casos, um drone israelense atingiu o veículo em que viajavam um dentista e seus dois filhos na estrada entre Nabatieh e Khardali, resultando na morte dos três ocupantes.


Outro ataque com drone matou dois trabalhadores sírios dentro de um viveiro de plantas na cidade de Jebchit. A NNA informou ainda que uma pessoa morreu após ser atingida enquanto conduzia uma motocicleta em Toul e outra foi morta em um carro na cidade de Ansar.


Um novo ataque com drone atingiu um veículo na rotatória entre Harouf e Toul. Segundo a agência estatal libanesa, o motorista morreu no local.


As mortes ocorreram após uma conversa telefônica entre Donald Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo reportagem da Axios, Trump pediu que Israel interrompesse ataques e deixasse de ocupar territórios libaneses. A publicação informou que a conversa foi marcada por divergências sobre a continuidade das operações militares.


Trump declarou ter utilizado intermediários para estabelecer contato com o Hezbollah e afirmou ter recebido garantias de ambas as partes de que “todos os disparos cessarão”. Os ataques registrados nas horas seguintes colocaram em questão a efetividade dessas garantias e a aplicação do acordo anunciado.


Além dos ataques com drones, aeronaves israelenses bombardearam um centro da Defesa Civil libanesa localizado na estrada de Masil, na cidade de Kfar Sir. Segundo a NNA, a instalação foi destruída. O órgão informou que o local havia sido evacuado dias antes do ataque.


Na cidade de Mansouri, no distrito de Tiro, aviões israelenses realizaram um ataque aéreo ao amanhecer. A ação coincidiu com bombardeios de artilharia registrados na mesma região.


Em al-Hosh, nos arredores de Tiro, uma residência foi atingida por um bombardeio. A casa foi destruída e imóveis próximos sofreram danos. Equipes de resgate retiraram duas pessoas feridas dos escombros e as encaminharam para atendimento hospitalar.


A NNA informou também que o número de mortos no ataque realizado na segunda-feira contra o Hospital Jabal Amel, em Tiro, subiu para quatro. Outras 50 pessoas ficaram feridas.


Segundo a agência, o ataque provocou danos em enfermarias do hospital, na área de estacionamento e em edifícios próximos à unidade de saúde.


Israel continua realizando operações militares em território libanês apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em 17 de abril. O acordo foi prorrogado posteriormente por 45 dias após negociações indiretas mediadas pelos Estados Unidos.


Dados divulgados pelo Ministério da Saúde do Líbano apontam que mais de 3.400 pessoas morreram desde 2 de março, data que marcou o início de uma nova etapa dos ataques israelenses contra o país.

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