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Dois jornalistas da CNN Turk foram sequestrados por forças israelenses na terça-feira, 3 de março de 2026, enquanto reportavam ao vivo os danos causados por ataques iranianos em Tel Aviv. O repórter Emrah Çakmak e o cinegrafista Halil Kahraman foram detidos diante do Ministério de Assuntos Militares israelense, no centro da cidade. A transmissão foi interrompida no momento em que militares se aproximaram da equipe e paralisaram o sinal. O Sindicato dos Jornalistas da Turquia (TGS) confirmou a detenção e denunciou violação da liberdade de imprensa. O governo turco declarou que está atuando para garantir a libertação imediata dos profissionais.

De acordo com comunicado oficial do Türkiye Gazeteciler Sendikası (TGS), os dois profissionais “estavam em Tel Aviv para acompanhar as notícias” sobre os ataques iranianos quando foram detidos por forças do regime israelense.
A entidade afirmou que “impedir o trabalho de jornalistas responsáveis por informar o público e não proteger jornalistas em zonas de guerra é uma violação da liberdade de imprensa” e exigiu a libertação imediata de “nossos colegas”.
A detenção ocorreu pouco depois de as Forças Armadas iranianas lançarem um ataque com mísseis contra Tel Aviv, em resposta à agressão militar iniciada no sábado por Israel em coordenação com o governo estadunidense. Durante a transmissão ao vivo, a equipe descrevia as consequências imediatas do bombardeio, incluindo a movimentação de moradores em direção a abrigos antibomba, quando soldados israelenses cercaram os jornalistas e interromperam o sinal.
Burhanettin Duran, chefe de comunicação do governo turco, condenou publicamente o episódio. Em publicação na plataforma X, declarou: “Estamos fazendo os esforços necessários para a libertação imediata de nossos colegas jornalistas e estamos acompanhando o assunto com sensibilidade”. Até a última atualização, às 16h15 do próprio dia 3 de março de 2026, as autoridades israelenses não haviam informado o paradeiro dos profissionais nem os fundamentos jurídicos da detenção.
O incidente ocorreu em meio à intensificação dos ataques iranianos contra alvos israelenses nos territórios ocupados, iniciados imediatamente após a ofensiva conjunta israelense-estadunidense contra o Irã. O Quartel-General Central das Forças Armadas Iranianas, Khatam al-Anbiya, declarou que as “sirenes de alerta de mísseis não cessarão nos territórios ocupados” enquanto as operações retaliatórias continuarem.
A detenção dos jornalistas ocorreu diante de um dos edifícios mais sensíveis do aparato militar israelense, fato que amplia o constrangimento político do governo em meio à escalada regional. Ao impedir a cobertura ao vivo dos danos causados pelos mísseis iranianos, Israel reforça o padrão de restrição à imprensa em contextos de crise militar, inclusive durante o genocídio contra a população palestina iniciado em 7 de outubro de 2023.
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4 de março de 2026

































