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MODO DE NAVEGAÇÃO

Um tribunal do Mali rejeitou o pedido de liberdade condicional para quatro executivos locais da Barrick Mining Corporation, detidos desde novembro de 2024 sob suspeita de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (23) pela advogada da empresa, Alifa Habib Kone, segundo a agência Reuters. O juiz Samba Sarr classificou a solicitação como "infundada".


A Barrick, uma das maiores mineradoras de ouro do mundo, contesta as acusações, que considera infundadas e arbitrárias. A empresa atua no Mali há quase 30 anos, mas as relações se deterioraram após disputas envolvendo impostos e royalties. Em novembro, além das detenções, um mandado de prisão foi emitido contra o CEO da empresa, Mark Bristow.


Coronel Assimi Goïta, presidente interino do Mali desde 28 de maio de 2021.
Coronel Assimi Goïta, presidente interino do Mali desde 28 de maio de 2021.

As tensões aumentaram quando o governo militar do Mali exigiu um pagamento imediato de 125 bilhões de francos CFA (cerca de US$ 197 milhões) em receitas supostamente não quitadas. A Barrick propôs um plano de pagamento parcelado, que foi rejeitado.


No mês passado, a gestão do complexo de ouro Loulo-Gounkoto — localizado no oeste do país — foi transferida temporariamente a um administrador indicado pelo governo, por decisão judicial. A Barrick, que detém 80% da operação (os outros 20% pertencem ao Estado malinês), considerou a medida ilegal e levou o caso ao tribunal de arbitragem do Banco Mundial.


Segundo a Bloomberg, autoridades malinesas apreenderam cerca de uma tonelada de ouro da mina, que deve ser vendida para custear a manutenção do complexo sob administração estatal.


Em paralelo, o Mali tem fortalecido parcerias fora do eixo ocidental. Em junho, anunciou um acordo com o Grupo Yadran, da Rússia, para construir uma refinaria de ouro com 62% de controle estatal, reforçando sua estratégia de ampliar os lucros provenientes da mineração.



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