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Um ataque israelense-estadunidense atingiu neste sábado (28) a Escola Shajareye Tayyebeh, em Minab, província de Hormozgan, no sul do Irã, matando pelo menos 82 estudantes e ferindo outras 92, segundo autoridades locais. O bombardeio ocorreu em plena luz do dia, quando o prédio estava lotado de alunas do ensino primário. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, classificou o episódio como “crime hediondo” e declarou que “não ficará sem resposta”.


Sobe para 82 meninas assassinadas em escola no sul do Irã
Sobe para 82 meninas assassinadas em escola no sul do Irã

Em publicação na plataforma X na noite de sábado (hora local), Seyed Abbas Araghchi escreveu: “O prédio destruído é uma escola primária para meninas no sul do Irã. Foi bombardeado em plena luz do dia, quando estava lotado de alunas”. Ao divulgar a imagem da estrutura reduzida a escombros, o chanceler acrescentou: “Dezenas de crianças inocentes foram assassinadas somente neste local”. Ele enfatizou que os responsáveis “não ficarão impunes”.

De acordo com o governador de Minab, Mohammad Radmehr, equipes de resgate e assistência médica foram mobilizadas imediatamente após o ataque. “As operações de resgate e assistência estão em andamento na escola e a situação de segurança na cidade está sob controle”, afirmou. O número oficial de vítimas divulgado pelas autoridades locais aponta 82 estudantes mortas e 92 feridas.


O bombardeio contra a escola ocorreu no contexto da ofensiva conjunta israelense-estadunidense iniciada na manhã de sábado, que atingiu diferentes pontos do território iraniano. Assim como na agressão de junho — quando forças israelenses contaram com apoio militar estadunidense para atacar instalações nucleares iranianas — a nova operação foi lançada enquanto estavam em curso negociações diplomáticas sobre o programa nuclear de Teerã, mediadas pelo governo de Omã.


Em resposta, as forças armadas iranianas anunciaram ataques maciços com mísseis contra os territórios ocupados por Israel e contra bases militares estadunidenses espalhadas pela região. A escalada militar ocorre em paralelo a declarações públicas de autoridades iranianas de que o país não aceitará pressões externas sob a cobertura de diálogos diplomáticos.


Em entrevista à NBC News no início do sábado, Seyed Abbas Araghchi declarou que a chamada “mudança de regime” na República Islâmica do Irã é uma “missão impossível”. O ministro afirmou que o país é uma “grande nação com uma civilização magnífica” que atravessa milênios de história. “Sabemos como nos defender e sobreviveremos”, disse ao canal estadunidense, acrescentando que, “no momento em que a agressão cessar, o Irã também deixará de se defender”.



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Número de meninas assassinadas em escola no sul do Irã chega a 82, e Teerã promete resposta

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