

New York Times afirma que bandeira dos EUA é novo símbolo da direita brasileira
1 de ago. de 2024
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A bandeira dos Estados Unidos se tornou o novo símbolo da direita brasileira, segundo reportagem publicada pelo jornal americano The New York Times (NYT) nesta terça-feira (9).
Durante o protesto de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em 7 de setembro, um bandeirão dos EUA “do tamanho de uma quadra de basquete” foi exibido em várias faixas da avenida.
De acordo com o correspondente do NYT no Brasil, Jack Nicas, a bandeira representava uma mensagem de agradecimento ao ex-presidente Donald Trump por tentar intervir em favor de Bolsonaro. A imagem se tornou símbolo dos protestos, circulando amplamente nas redes sociais e na imprensa.

O jornal também informou que a bandeira poderá ser alvo de investigação policial, após parlamentares brasileiros levantarem a hipótese de que se tratava da mesma utilizada em um jogo da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) em São Paulo, 36 horas antes. Lindbergh Farias (PT-PB) e Pedro Campos (PSB-PE) pediram apuração, alegando que, se houvesse doação por parte da NFL ou outra entidade estrangeira, poderia configurar violação à legislação eleitoral. A liga negou qualquer envolvimento.
Segundo o NYT, o uso da bandeira dos EUA nos protestos faz parte de uma mudança global em sua imagem, impulsionada pela influência de Trump. Exemplos semelhantes já foram vistos em manifestações de direita na Coreia do Sul e em Israel.
No Brasil, apoiadores de Bolsonaro adotaram o símbolo com entusiasmo, vestindo roupas com as cores americanas e até exibindo versões híbridas das bandeiras brasileira e americana.
A presença do bandeirão gerou polêmica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o gesto, assim como o pastor Silas Malafaia, que sugeriu que a ação poderia ter sido uma provocação da esquerda. Por outro lado, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) celebrou a exibição da bandeira:
“Somos um povo educado que sabe agradecer àqueles que nos ajudam na guerra para recuperar nossas liberdades e democracia”, escreveu no X (antigo Twitter).
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