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O Ministério das Relações Exteriores do Iêmen afirmou que não permanecerá neutro diante de qualquer nova “ação aventureira” do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, Sanaa declarou apoio às medidas adotadas por Teerã no Estreito de Ormuz. O governo iemenita acusou Washington e o regime israelense de intensificarem a instabilidade regional por meio de agressões militares e atos de pirataria no Mar de Omã. O texto responsabiliza essas ações por impactos globais nas cadeias de suprimento, no transporte marítimo e nos preços de energia e alimentos. O ministério também classificou as medidas iranianas como legais e baseadas no direito de autodefesa.

O comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores do Iêmen denunciou o que chamou de “barbárie” do governo Trump no Golfo Pérsico, em meio à escalada de tensões com o Irã e ao aumento das operações militares e navais na região. Segundo a declaração, a chamada agressão conjunta dos Estados Unidos e do regime israelense contra a República Islâmica do Irã, somada a ações de pirataria no Mar de Omã, teria imposto custos globais elevados, com interrupções logísticas, aumento do frete marítimo e pressão inflacionária sobre combustíveis e alimentos.
O governo de Sanaa acusou ainda forças estadunidenses de atacarem e apreenderem embarcações comerciais iranianas, além de deterem tripulações sob justificativas classificadas como ilegítimas. O ministério afirmou que essas práticas constituem violações diretas do direito internacional e da liberdade de navegação, apontando um padrão de imposição militar sobre rotas estratégicas globais, especialmente no entorno do Estreito de Ormuz, uma das principais artérias do comércio energético mundial.
No mesmo comunicado, o Iêmen reforçou que considera legítimas as medidas adotadas pelo Irã no Estreito de Ormuz, sustentando que países têm direito à autodefesa e à restrição de navegação em suas águas territoriais diante de ameaças à segurança nacional. A posição de Sanaa vincula a escalada regional às causas estruturais da ofensiva estadunidense e israelense contra Teerã, argumentando que qualquer estabilização da região depende do fim dessas ações.
O texto também enfatiza que a única saída para a crise no Estreito de Ormuz passa pelo enfrentamento das “raízes da agressão israelense-americana” contra o Irã. Em tom de alerta, o governo iemenita advertiu atores externos sobre os riscos de medidas que ampliem a instabilidade, apontando efeitos diretos sobre cadeias de suprimentos e mercados globais, já pressionados pela escalada militar.
O ministério afirmou que o Iêmen “não é neutro” diante dos ataques em curso contra o Irã, o Líbano e a Palestina, e classificou sua posição como pública, clara e inequívoca. A declaração inclui críticas diretas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem responsabiliza, junto a aliados regionais, pela deterioração das condições econômicas e de segurança internacional.
Segundo o comunicado, a crise atual no Estreito de Ormuz se agravou após o que o Iêmen descreve como uma guerra de agressão não provocada lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro. A partir desse cenário, Teerã teria restringido o trânsito na região a embarcações consideradas hostis.
Quarenta dias após o início da escalada, um cessar-fogo de duas semanas foi estabelecido em 8 de abril, com mediação do Paquistão, interrompendo temporariamente o conflito. No entanto, negociações realizadas em Islamabad entre Washington e Teerã não avançaram, diante do que o comunicado descreve como exigências excessivas da delegação estadunidense e mudanças constantes de posição.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente a extensão unilateral do cessar-fogo, ao mesmo tempo em que manteve o que o texto classifica como bloqueio ilegal a navios e portos iranianos. Em 1º de abril, forças estadunidenses interceptaram e apreenderam o navio comercial iraniano Touska no Golfo de Omã, detendo sua tripulação sob a acusação de violação de um bloqueio naval imposto unilateralmente.
A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e do regime israelense contra o Irã teria ampliado a mobilização de forças alinhadas ao chamado Eixo da Resistência, incluindo grupos no Líbano, no Iêmen e no Iraque. Nesse contexto, o movimento Ansar Allah consolidou-se como uma das principais forças atuantes na região, realizando operações com mísseis e drones contra alvos israelenses.
O líder do movimento, Abdul-Malik al-Houthi, afirmou no início do mês que as forças iemenitas retomariam ações militares caso o cessar-fogo entre Teerã e Washington expirasse sem um acordo definitivo para encerrar as hostilidades. O Ministério das Relações Exteriores do Iêmen também elogiou iniciativas de mediação conduzidas pelo Paquistão, ao mesmo tempo em que reafirmou a continuidade de sua posição de alinhamento político com Teerã diante da escalada militar regional.
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29 de abril de 2026

































