Conselho de Segurança da ONU pede medidas mais rigorosas em relação aos ataques contra forças de paz
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- No Dia Mundial dos Refugiados, Guterres pede solidariedade e proteção
O sistema das Nações Unidas informou que 117 milhões de pessoas vivem em situação de deslocamento forçado em escala global. Os dados incluem refugiados, solicitantes de asilo e deslocados internos em diferentes regiões afetadas por conflitos e perseguições. O alerta foi divulgado no Dia Mundial dos Refugiados, em 20 de junho de 2026. © Unicef/Royena Rasnat Um grupo de crianças refugiadas rohingya participa de um centro de atividades em Cox's Bazar, Bangladesh Organização das Nações Unidas registrou que 41,6 milhões de pessoas estão na condição de refugiados, 9 milhões são solicitantes de asilo e 68,7 milhões vivem como deslocados internos, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. O levantamento reúne populações que cruzaram fronteiras ou permanecem dentro dos próprios países em razão de violência, perseguição e guerras em diferentes territórios. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “estes tempos turbulentos devem ser um momento de solidariedade renovada e de ação robusta para proteger as pessoas deslocadas por conflitos e perseguições”. Ele declarou também que a comunidade internacional deve reforçar o apoio “a todos os que foram forçados a fugir, bem como aos países e comunidades que os acolhem”. Os dados divulgados pela ONU indicam concentração dos fluxos de refugiados em países como Venezuela, Ucrânia, Síria, Afeganistão, Sudão e Sudão do Sul. A lista inclui também os Territórios Palestinos, onde o genocídio em curso desde 7 de outubro de 2023 integra o conjunto de fatores associados ao deslocamento populacional, segundo a classificação adotada pelo sistema de monitoramento das Nações Unidas. Sudão registra a maior crise de deslocamento interno, com mais de 9 milhões de pessoas deslocadas dentro do território nacional. A ONU informa que novos conflitos ampliaram fluxos de saída em diferentes regiões, com aumento de pessoas que atravessam fronteiras ou permanecem em deslocamento interno sem acesso a estruturas de proteção. A Agência da ONU para Refugiados, ACNUR, informou que o tema do ano é “Até que todos estejam em segurança” e que o sistema de asilo permanece como instrumento do direito internacional estabelecido pela Convenção de 1951. O ACNUR afirmou que o objetivo inclui mobilização de jovens para manutenção do regime internacional de proteção. Em Cox's Bazar, crianças refugiadas rohingya participam de centros de atividades organizados em campos de deslocamento, segundo registro fotográfico da UNICEF divulgado pela ONU News, em contexto de permanência prolongada de populações fora de seus locais de origem. A Organização Internacional do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, informou que populações deslocadas enfrentam barreiras legais e administrativas no acesso ao trabalho, ao reconhecimento de qualificações e à proteção social. A agência declarou que o acesso ao trabalho está ligado às condições de inserção econômica de refugiados e comunidades receptoras, com impacto direto em políticas de integração laboral.
- O presidente Lula lidera as intenções de voto para 2026
Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto em simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registra 43%. Os dados são da pesquisa Datafolha divulgada em 20 de junho de 2026, com entrevistas realizadas entre 17 e 18 de junho. O levantamento indica estabilidade nos cenários eleitorais simulados e variações dentro da margem de erro. Brasil registra, segundo o Datafolha, cenário de disputa presidencial em que Luiz Inácio Lula da Silva mantém 47% contra 43% de Flávio Bolsonaro em projeção de segundo turno. O instituto informa coleta de dados entre 17 e 18 de junho de 2026, com registro de oscilações dentro da margem estatística da pesquisa. Presidente Lula Em simulações adicionais, Lula aparece com 47% contra 41% de Ronaldo Caiado em cenário com diferença de seis pontos percentuais. Em outro cenário, Lula registra 48% contra 39% de Romeu Zema em projeção de segundo turno. No levantamento de voto espontâneo, sem apresentação de lista de candidatos, Lula aparece com 30%, após 28% registrados em maio. O Datafolha também registra índice de rejeição de Flávio Bolsonaro em 48%, com resposta de entrevistados indicando não votar no nome pesquisado. A pesquisa integra levantamento divulgado pelo instituto Datafolha e citado por teleSUR e Brasil de Fato, com dados de intenção de voto e rejeição no cenário eleitoral brasileiro em 2026.
- Operação na fronteira faz a maior apreensão de cocaína da história
Uma operação coordenada em áreas de fronteira no Brasil resultou na apreensão de grande volume de cocaína ocultada em caminhões. A ação ocorreu em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com participação de órgãos brasileiros e cooperação de autoridades estrangeiras. O material estava distribuído em carga de madeira transportada por oito veículos. ARQUIVO A Receita Federal, a Polícia Federal e o Exército participaram da operação realizada neste domingo (21) nos estados de Mato Grosso (MT) e Mato Grosso do Sul (MS), em regiões de fronteira com a Bolívia. A ação contou com colaboração de autoridades dos Estados Unidos e da Bolívia, segundo informações oficiais. A droga estava distribuída em oito caminhões carregados com cerca de 260 toneladas de madeira. Quatro veículos foram interceptados em Corumbá (MS) e quatro em Cáceres (MT). Exames iniciais identificaram presença de cocaína misturada ao material transportado. De acordo com a Receita Federal, a estimativa baseada em ocorrências anteriores indica que entre 10% e 20% do peso da carga pode corresponder à substância, com potencial calculado entre 20 e 50 toneladas de cocaína. A instituição afirmou que a operação pode se tornar a maior apreensão registrada no Brasil e uma das maiores registradas globalmente. No dia 6, a Aduana do Chile registrou apreensão de 100 toneladas de cocaína em operação envolvendo o mesmo tipo de ocultação em madeira com substância líquida, segundo dados citados pelas autoridades brasileiras. Informações compartilhadas por autoridades estadunidenses indicam relação entre os dois casos e origem comum na Bolívia. No X, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a ação integra a Operação Timber Shield, com cooperação da agência estadunidense de combate às drogas e da Aduana Nacional da Bolívia. Ele declarou: “Confirmado o volume, será a maior apreensão de cocaína da história do Brasil - e uma das maiores já registradas no mundo. É uma resposta firme do Estado brasileiro à sofisticação das organizações criminosas que atuam no tráfico internacional”. Durigan também afirmou que a operação envolve integração entre inteligência, fiscalização aduaneira, investigação criminal e cooperação internacional.
- Cartas revelam detalhes da vida e da militância abolicionista de Luiz Gama
Essas cartas entrelaçavam a realidade de um país escravocrata com a sua vida - vida que ele próprio se encarregou de contar Luiz Gama Assim como a história de personagens e episódios do processo escravocrata brasileiro são silenciados, muitos não conhecem a história e o legado de Luiz Gama (1830 - 1882). Poeta, jornalista, advogado e maçom, Gama ocupou um lugar incomum numa época onde a desumanização dos corpos negros estava posta como uma condição. Porém, ele desempenhou um papel pioneiro em vários campos. Na literatura, universo exclusivo de brancos, Gama introduziu em 1859 uma voz até então ausente ao publicar sua obra única, as “Primeiras Trovas Burlescas”, coletânea de poemas satíricos nos quais um autor que se assume negro denuncia as contradições políticas, éticas e raciais da sociedade imperial. Dentre os raros intelectuais negros do século 19, foi o único a ter sofrido oito anos de escravidão, fato marcante na trajetória de um homem nascido livre, cuja vida devotou a libertar outros irmãos escravizados. A história de Gama ocupou espaços para além da escrita de textos. Na política, exerceu incontestável liderança nas campanhas abolicionista e republicana, militando nos jornais, na tribuna e nos tribunais duas décadas antes do advento da Abolição e da República. No Direito, o advogado “provisionado” (com licença especial) inovou nas estratégias jurídicas, desenterrando leis como a de 7 de novembro de 1831, que declarava livres os africanos chegados ao Brasil a partir daquela data, combatendo a escravização ilegal. As obras literárias de Gama e os artigos publicados nos principais veículos de comunicação de São Paulo e da Corte possuem elementos autobiográficos. Porém, na diminuta correspondência conhecida, pode-se apreender aspectos mais íntimos e reveladores, pois essas cartas entrelaçavam a realidade de um país escravocrata com a sua vida – vida que ele próprio se encarregou de contar. Nesta carta, ele narra episódios dramáticos de sua infância numa Bahia agitada por revoltas negras e regenciais. Os detalhes denotam uma memória aparentemente intacta. No texto se apresenta como um típico brasileiro, fruto do “casamento”, ao menos simbólico, entre África e Portugal, e sugere ter herdado dos pais, em especialmente da sua mãe, Luiza Mahin, as características da luta pela liberdade e por direitos. Escreve ele: “Nasci na cidade de S. Salvador (…) em um sobrado da Rua do Bângala, (…) a 21 de junho de 1830, pelas 7 horas da manhã, e fui batizado, 8 anos depois, na igreja matriz [de] Itaparica. Sou filho natural de uma (…) africana livre, (…) de nome Luíza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto (…) tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida e vingativa. (…) era quitandeira (…) e mais de uma vez (…) foi presa como suspeita de envolver-se em (…) insurreições de escravos (…). (…) Em 1837, depois da [Sabinada] (…) veio ela ao Rio de Janeiro, e nunca mais voltou. Procurei-a em 1847, em 1856, em 1861, na Corte, sem que a pudesse encontrar. Em 1862, soube, por uns pretos minas (…) que ela, acompanhada com malungos desordeiros (…) em 1838, fora posta em prisão; e que tanto ela como os seus companheiros desapareceram. [Segundo] meus informantes [esses] «amotinados » fo[ram] mandados para fora pelo governo, que, nesse tempo, tratava rigorosamente os africanos livres, tidos como provocadores. (…) Meu pai, não ouso afirmar que fosse branco, porque tais afirmativas, neste país, constituem grave perigo perante a verdade, no que concerne à melindrosa presunção das cores humanas: (…) [ele] pertencia a uma das principais famílias da Bahia de origem portuguesa. Devo poupar à sua infeliz memória uma injúria dolorosa, e o faço ocultando o seu nome. Ele foi rico; e nesse tempo, muito extremoso para mim: criou-me em seus braços. Foi revolucionário em 1837. Era apaixonado pela diversão da pesca e da caça; (…) jogava bem as armas, e muito melhor de baralho (…) esbanjou uma boa herança (…) e reduzido à pobreza extrema, a 10 de novembro de 1840, (…) vendeu-me, como seu escravo, a bordo do patacho Saraiva.” Esta e outras cartas do Luiz Gama foram transcritas e comentadas pela primeira vez em 2011, no livro “Com a palavra Luiz Gama. Poemas, artigos, cartas, máximas”. * Com informações de Ligia Fonseca Ferreira, bacharel em Letras pela USP e doutora pela Universidade de Paris 3/Sorbonne, é professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Organizou as coletâneas Primeiras Trovas Burlescas e Outros Poemas de Luiz Gama (2000) e Com a Palavra Luiz Gama – Poemas, Artigos, Cartas, Máximas (2011). * Texto publicado originalmente em 2020 **Editado por Gustavo Marinho. FONTE: MST - mst.org.br
- Sem rumo, Kim Kataguiri desiste de disputar o governo de SP e buscará reeleição à Câmara
Kim Kataguiri desistiu da pré-candidatura ao governo de São Paulo pelo partido Missão, formado por integrantes do Movimento Brasil Livre. A decisão foi anunciada em 20 de junho de 2026, em evento da legenda na capital paulista. O parlamentar afirmou que disputará novo mandato na Câmara dos Deputados após ser indicado para comandar um “superministério da reforma de Estado” em eventual governo de Renan Santos. Kim Kataguiri O anúncio ocorreu no mesmo dia em que pesquisa Datafolha apontou cenário eleitoral com Lula na liderança com 41% das intenções de voto. O levantamento indica Flávio Bolsonaro com 31% e Ronaldo Caiado com 3%, mesmo percentual atribuído a Renan Santos. Com a retirada de Kataguiri da disputa estadual, o partido Missão não definiu substituto para a candidatura ao governo de São Paulo e informou que não há decisão sobre apoio a outras legendas na eleição estadual. Em discurso no evento, Kim Kataguiri afirmou que a estrutura proposta pelo partido envolve a criação de um “superministério” com integração de áreas como Fazenda, Gestão, Planejamento, Casa Civil e Trabalho. O modelo foi descrito como um órgão de coordenação central de reformas estruturais voltadas à redução do tamanho do Estado. Kataguiri declarou que a escolha pelo projeto federal ocorreu por necessidade de articulação política no Congresso Nacional. Ele afirmou: “Havia técnicos que deram credibilidade pro mercado na equipe de Jair Bolsonaro, mas a condução política por parte de Paulo Guedes foi um desastre”. Renan Santos afirmou que o superministério funcionaria a partir da sede do Palácio do Planalto, com integração direta ao centro do Executivo federal. Ele declarou: “Seria transformar o Palácio do Planalto numa startup”. Entre as propostas citadas por Kataguiri estão nova reforma da Previdência, eliminação de supersalários no serviço público e revisão de pisos constitucionais de saúde e educação. O deputado afirmou que medidas desse tipo fazem parte de compromissos que outros candidatos evitam durante campanhas eleitorais. Kataguiri declarou intenção de dialogar com economistas como Marcos Lisboa, Samuel Pessôa, Zeina Latif, Mário Mesquita, Mansueto Almeida, Marcos Mendes e Helena Landau para composição de equipe econômica em eventual governo ligado ao Missão.
- Cinco pessoas ficaram feridas em ataques anti-muçulmanos na Escócia
Um homem de 36 anos foi acusado após uma série de ataques registrados em Edimburgo, na Escócia, que deixaram cinco homens feridos em diferentes pontos da cidade. Os episódios ocorreram na sexta-feira e envolveram locais próximos a uma mesquita e áreas comerciais do oeste e do centro urbano. A polícia escocesa informou que o suspeito foi detido e permanece sob custódia enquanto o caso segue para o Ministério Público. Foto: Youssef Hosni Fathy Edimburgo registrou uma sequência de ataques iniciados nas proximidades da mesquita de Broomhouse, na zona oeste, onde dois homens ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Real de Edimburgo. Segundo a polícia, os ferimentos não apresentam risco de vida e atingem vítimas com idades de 22, 22, 24, 27 e 39 anos. Em comunicado, a polícia afirmou que foi acionada por volta das 20h50 e passou a responder a uma “sequência de eventos que se desenrolou rapidamente”. Imagens obtidas pela BBC Escócia mostram um homem sem camisa portando um objeto de grande porte em diferentes pontos da cidade, incluindo vandalismo em um posto de combustível e arrombamento da entrada de uma pizzaria na Leith Walk. Em outro ponto, na Telford Road, um táxi teve os vidros quebrados, com fragmentos espalhados pelo interior do veículo e um machado de mão visível no assento. Vídeos também registram pânico entre pessoas que deixavam locais comerciais durante a aproximação do suspeito. Broomhouse aparece como um dos primeiros locais dos ferimentos, próximo à mesquita da área, segundo apuração da BBC. Na sequência dos ataques, outros três homens foram atingidos em Telford Road e na Leith Walk, em pontos distintos da cidade. Em um posto da rede Shell na Telford Road, imagens mostram danos em um táxi e presença policial no local após os relatos de agressões. A polícia escocesa informou que vídeos de câmeras de segurança registraram o suspeito em um posto da BP na Ferry Road, ao lado de um veículo com o para-brisa quebrado, antes de entrar no quiosque e deslocar produtos das prateleiras. Em outro registro, frequentadores de uma pizzaria na Leith Walk aparecem fugindo enquanto o homem se aproxima da entrada e atinge os vidros com o objeto, antes de se afastar. Origano Pizzeria aparece nos registros de vídeo como ponto de aproximação do suspeito, com fechamento de portas eletrônicas durante o ataque. Em outro vídeo, agentes policiais aparecem detendo um homem sem camisa no chão, enquanto ele afirma estar “protegendo o país”. Segundo a polícia, equipamentos de Taser foram acionados, mas não houve disparo. A chefe adjunta da polícia, Catriona Paton, afirmou em nota que “não há lugar para racismo ou ódio baseado na religião na Escócia” e classificou o caso como um “ataque chocante”. Ela declarou que investigações seguem em andamento para estabelecer as circunstâncias completas dos eventos e agradeceu a resposta das equipes policiais. Keir Starmer afirmou que o suspeito aparenta estar motivado por “ódio anti-muçulmano” e declarou apoio aos feridos, além de elogiar a resposta dos serviços de emergência. John Swinney afirmou estar “profundamente preocupado” e declarou que não há espaço para violência, racismo ou intolerância no país. A organização Muslim Council of Britain afirmou que a comunidade muçulmana está “corretamente nervosa e preocupada” e relacionou o caso a episódios recentes de violência direcionada contra minorias em outras regiões. O grupo MEND Scotland informou que várias vítimas pertencem à comunidade muçulmana e pediu que incidentes de islamofobia sejam reportados às autoridades. Police Scotland informou que o homem de 36 anos foi acusado em conexão com os incidentes e que um relatório foi encaminhado ao Ministério Público da Escócia, com comparecimento judicial previsto em data futura.
- Violência sexual a crianças em conflitos atinge pior patamar em 30 anos
A Organização das Nações Unidas registrou 38.558 violações de gênero em um ano em 22 situações de conflito. Entre os casos verificados, 24.174 envolvem crianças expostas a violência sexual em contextos de guerra. O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Sexual em Conflitos, em 19 de junho, foi marcado por novos dados apresentados pela ONU. Foto: Elise Blanchard/Getty Images A representante especial para Crianças e Conflitos Armados, Vanessa Frazier, informou que os números representam registros verificados pela ONU em diferentes países sob conflito armado. A lista de monitoramento da organização inclui 77 atores armados estatais e não estatais associados a padrões de violência sexual em cenários de guerra. Segundo os dados apresentados, mais de 65% desses atores repetem práticas já registradas em relatórios anteriores. As Nações Unidas indicam que a violência sexual passou a integrar dinâmicas de guerra em diferentes regiões, com uso contra crianças, com impacto direto em meninas e meninos expostos a ataques, recrutamento forçado e coerção em contextos de conflito armado. Vanessa Frazier afirmou que estupro coletivo e abuso sexual aparecem associados a práticas de controle territorial, intimidação de populações e deslocamento forçado de comunidades. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que a intensificação de conflitos amplia casos de violência sexual, escravidão sexual, casamento forçado e tráfico de crianças em zonas de guerra. Ele afirmou que menores são atingidos em residências ou durante tentativas de fuga de áreas de combate. Também relatou situações em que crianças são levadas para grupos armados e submetidas a coerção para participação em atos de violência. O Escritório da Representante Especial do Secretário-Geral sobre Violência Sexual em Conflitos, liderado por Pramila Patten, apontou fatores associados ao avanço desses crimes, incluindo estruturas de poder em contextos de guerra, gastos militares e narrativas políticas em países envolvidos em conflitos armados. O relatório relaciona esses elementos à expansão de casos registrados em áreas de combate. A ONU apresentou proposta de resposta em três eixos: proteção de populações civis em áreas de conflito, responsabilização de autores de crimes e fortalecimento institucional para resposta a vítimas. O secretário-geral afirmou que crianças não devem ser alvo em contextos de guerra e que a proteção de menores integra obrigações legais de Estados e combatentes. A lista de monitoramento da ONU reúne 77 atores armados associados a padrões de violência sexual em conflitos, com registros de reincidência em mais de 65% dos casos documentados.
- "Vamos precisar de muita ferrovia para transportar o desenvolvimento do Brasil." Alckmin
Vice-presidente Geraldo Alckmin participou em 20 de junho de 2026 da entrega da primeira fase da extensão da Malha Norte, em Dom Aquino (MT), ao lado do ministro dos Transportes, George Santoro. A etapa inclui 162 quilômetros de novos trilhos e um terminal ferroviário na BR-070 com capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. O empreendimento integra o Novo PAC e conecta áreas produtoras de Mato Grosso à malha ferroviária nacional e ao Porto de Santos. Geraldo Alckmin e Presidente Lula. Base Aérea de Brasília - DF. ©Ricardo Stuckert O governo federal vinculou a obra à ampliação do uso de ferrovias no transporte de cargas. O vice-presidente declarou: “Vamos precisar de muita ferrovia para transportar o desenvolvimento do Brasil”. Ele afirmou que a ferrovia representa cerca de 20% da matriz de transporte do país e indicou meta de 35%. A entrega ocorreu em Dom Aquino, com presença de autoridades federais e representantes da concessionária Rumo, responsável pelo projeto. O trajeto foi percorrido em locomotiva da empresa até o terminal, que inicia operação em fase de testes. O terminal opera com grãos como soja e milho e integra o corredor logístico do agronegócio em Mato Grosso. O trecho entregue faz parte da Ferrovia Estadual de Mato Grosso, que prevê 743 quilômetros entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, com ramal até Cuiabá. O traçado passa por 16 municípios. Alckmin afirmou que o projeto corresponde à maior obra ferroviária privada em execução no país. A concessionária Rumo informou investimento superior a R$ 5 bilhões na etapa. Os recursos incluem financiamento da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e emissão de debêntures pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As operações entram em fase de comissionamento com testes e operações assistidas. O governo federal registrou exportações de US$ 349 bilhões em 2025, com US$ 162 bilhões provenientes do agronegócio. Alckmin vinculou o desempenho ao transporte de cargas por ferrovia até portos de exportação. Ele declarou: “Nós precisamos chegar aos portos. E, para chegar aos portos, precisamos de ferrovia”. O investimento em infraestrutura ferroviária no país somou R$ 30,54 bilhões entre 2023 e 2025, com projetos de ampliação e modernização da malha. O Novo PAC reúne parte desses investimentos na retomada de obras sobre trilhos. No mesmo evento, o vice-presidente citou medidas do setor energético e de transporte. O Conselho Nacional de Política Energética avalia aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%. Ele mencionou linha de crédito de R$ 14 bilhões do programa Move Brasil para máquinas agrícolas, operada por Finep, Banco do Brasil, Caixa e bancos privados. Também citou programa de R$ 21,2 bilhões para renovação de caminhões e ônibus voltado ao transporte de grãos até terminais ferroviários.
- Pedidos de asilo sobem 11% e reforçam papel do Brasil no acolhimento de refugiados
O número de pessoas refugiadas nas Américas chegou a 22,8 milhões, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). O levantamento indica aumento de pedidos de asilo no Brasil em 11% em 2025 e aponta a região como principal eixo de deslocamento forçado no ano anterior. As estatísticas são divulgadas no contexto do Dia Mundial do Refugiado, marcado em 20 de junho. ©ACNUR Brasil/Allana Ferreira. Dados do ACNUR indicam que os pedidos de asilo no Brasil cresceram 11% em 2025. O órgão também registrou avanços em políticas nacionais voltadas ao acesso à permanência legal, ao mercado de trabalho e a serviços públicos para pessoas refugiadas. O relatório aponta que, em 2025, as Américas se consolidaram como a principal região de deslocamento forçado no mundo, superando áreas como a África Oriental e Austral e o Oriente Médio. O total de pessoas refugiadas na região chegou a 22,8 milhões, com predominância de cidadãos venezuelanos acolhidos por países da América Latina e do Caribe. O Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho, foi marcado por atividades e declarações do ACNUR. O representante da agência no Brasil, Davide Torzilli, afirmou que mais de 117 milhões de pessoas seguem deslocadas à força no mundo. Ele declarou: “Das cinzas da Segunda Guerra Mundial surgiu uma promessa: proteger as pessoas forçadas a fugir de conflitos, da violência e da perseguição. A comunidade internacional está falhando coletivamente com essas milhões de pessoas.” Torzilli defendeu políticas de integração voltadas à autonomia econômica e social de refugiados. Ele afirmou: “Isso significa facilitar o acesso ao emprego formal e ao empreendedorismo, reconhecer qualificações, ampliar oportunidades de formação e fortalecer políticas de inclusão a quem já não pode contar com seus estados para proteger as suas vidas. Proteger uma pessoa refugiada é proteger toda a sociedade.” O ACNUR lançou campanha para o Dia Mundial do Refugiado com foco em jovens e na defesa do direito ao asilo. O lema da campanha é “Até Cada Pessoa Estar a Salvo”. No Rio de Janeiro, a data foi marcada pela realização da feira Rio Refugia, no Sesc Tijuca, na zona norte da cidade, entre os dias 20 e 21 de junho de 2026, das 10h às 18h. O evento foi organizado por Abraço Cultural, PARES Cáritas RJ e Sesc RJ, com apoio do ACNUR. A feira reúne expositores refugiados residentes no Brasil, oriundos de Venezuela, Colômbia, Angola, República Democrática do Congo, Síria, Nigéria, Irã, Cuba e Líbano. A programação inclui gastronomia, produtos de moda, arte, oficinas e apresentações culturais. Estimativas das últimas edições indicam público entre 6 mil e 7 mil pessoas. Entre os participantes, a artesã venezuelana Mili Yanes relatou trajetória de 14 anos entre Brasil e Venezuela e residência permanente no Brasil desde 2016. Ela afirmou: “Eu tenho casa na Venezuela, mas eu sei que o que deixei lá eu não vou mais encontrar. Todo mundo sabe o que acontece na Venezuela. Eu vim com uma filha, depois chegaram mais dois filhos e depois chegou minha outra filha com as crianças. Eu já tenho três netinhos que nasceram aqui. Me identifiquei com o Brasil e criei uma vida.” A programadora cultural Anitha Agossou, nascida no Benim, participou de oficina de turbantes no evento. Ela chegou ao Brasil em 2019 e declarou que migrou para reencontrar familiares já residentes no país. Ela afirmou: “Quando minha mãe me ligou e disse que tinha uma oportunidade de eu vir, eu não pensei duas vezes. Larguei namorado, trabalho, e priorizei minha família… Fazia uns 10 anos que eu não a via”. Anitha afirmou possuir formação em Comunicação e Marketing no Benim e criticou estigmas sobre refugiados. Ela declarou: “Quando a gente é refugiada, pensam que a gente vem da pobreza, do mato. Mas a gente saiu de um lugar de privilégio, porque precisava vir para cá. Eu preciso falar isso porque muitas pessoas olham pra gente com desprezo. Têm medo da gente porque acham que nós somos selvagens, que não temos educação. Mas nós temos educação.” A ugandense Sylivia Korberwa, formada em assistência social e ex-bancária em Uganda, também participou da feira. Ela chegou ao Brasil há sete anos com a filha e atua em projetos educacionais. Sylivia afirmou ter ingressado no ensino de idiomas após apoio de redes de refugiados e concluiu mestrado em Segurança Pública e Justiça na Universidade Federal Fluminense, com pesquisa sobre mulheres africanas imigrantes e refugiadas. A instituição PARES Cáritas, no Rio de Janeiro, registrou cerca de 1,2 mil atendimentos no primeiro trimestre de 2026 a pessoas de quase 60 nacionalidades. Segundo a coordenadora-geral Aline Thuler, aproximadamente metade dos atendimentos envolve venezuelanos, com aumento de pessoas vindas do Haiti e da Síria. Aline Thuler afirmou que a legislação brasileira de acolhimento a refugiados é referência, mas apontou dificuldades na implementação prática. Ela declarou: “Ainda há desconhecimento de quem está na ponta sobre os refugiados, o que gera dificuldade pra ser atendido em uma unidade de saúde ou para matricular uma criança na escola…” Ela também apontou obstáculos na inserção profissional. Segundo Thuler: “A gente tem muita gente com nível de graduação, às vezes mestrado e quando chega ao Brasil, não consegue trabalhar na área de formação. A burocracia é muito grande para validar o diploma e exige documentação que às vezes um refugiado não tem como conseguir”. A coordenadora acrescentou que barreiras de inserção laboral podem levar à vulnerabilidade econômica e risco de exploração. Ela afirmou: “É preciso sensibilizar as empresas para duas coisas, explicar que ele não está empregando uma pessoa ilegal, que o refugiado pode trabalhar e também que essa pessoa tem os mesmos direitos que o trabalhador brasileiro”.
- Ataques israelenses matam 11 pessoas em Gaza, incluindo duas meninas e um jornalista
Ataques israelenses na Faixa de Gaza mataram pelo menos 11 pessoas no sábado, incluindo quatro membros de uma mesma família, segundo autoridades de saúde locais. As mortes ocorreram em meio a registros de violações do cessar-fogo de outubro de 2025. Entre os alvos atingidos está um prédio residencial no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza. ARQUIVO As autoridades de saúde da Faixa de Gaza informaram que ataques israelenses realizados no sábado resultaram na morte de pelo menos 11 pessoas, incluindo quatro integrantes da família Al-Safadi. O episódio ocorre em meio a registros de violações do cessar-fogo estabelecido em outubro de 2025. Um ataque aéreo atingiu durante a madrugada um edifício residencial no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza, matando o marido, a esposa e duas filhas da família Al-Safadi. A agência de defesa civil local informou que outras 12 pessoas ficaram feridas no mesmo ataque. O hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza, confirmou o recebimento dos corpos das quatro vítimas, incluindo duas crianças. Um parente da família, Nael al-Safadi, afirmou que as vítimas estavam dormindo no momento do ataque. Ele declarou: “Por volta das 2 horas da manhã, meus primos estavam dormindo quando um míssil os atingiu. Eles não têm nenhuma ligação com o Hamas, nem estão envolvidos em nada disso. São apenas crianças inocentes”. Imagens divulgadas pela AFP mostraram parte do prédio destruído, com paredes externas colapsadas e escombros espalhados pelo interior, incluindo roupas e pertences domésticos. Um sobrevivente do ataque, Mohammad al-Safadi, afirmou à AFP que não havia envolvimento com atividades armadas. Ele disse: “Sou um civil. Juro por Deus que nunca portei uma arma nem disparei uma. O que vocês querem de mim? Vão atrás de quem vocês querem, qual é a minha culpa nisso?”. O hospital Al-Shifa também informou ter recebido o corpo de uma pessoa morta em um ataque de drone israelense próximo a um cruzamento no norte da Cidade de Gaza. No fim do sábado, outras seis pessoas foram mortas em ataques separados. Três delas morreram quando uma aeronave israelense atingiu uma casa no campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa de Gaza, segundo a agência de defesa civil. Entre as vítimas estava um jornalista palestino que trabalhava para a rede Al Jazeera, identificado como cinegrafista Ahmed Wishah. A emissora Al Jazeera afirmou que o profissional atuava como cinegrafista e condenou “a continuidade desses crimes” contra seus jornalistas. O veículo informou ainda que o irmão de Wishah já havia sido morto anteriormente. Dados do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza indicam que 1.012 palestinos foram mortos desde a entrada em vigor do cessar-fogo em 10 de outubro de 2025. O total de mortos desde o início do genocídio em outubro de 2023 ultrapassa 73.000 pessoas. As forças israelenses registraram cinco mortes em suas fileiras no mesmo período. A cobertura jornalística do território permanece limitada por restrições de acesso, o que impede verificação independente completa dos números e das condições dos ataques, segundo a AFP.
- 65 estudantes do ensino médio sob custódia israelense impedidos de fazer os exames finais
A Sociedade Palestina de Prisioneiros informou que 65 estudantes do ensino médio permanecem sob custódia israelense e foram impedidos de realizar os exames finais do ano letivo. A denúncia, baseada em dados do Ministério da Educação palestino, foi divulgada em Ramallah em 21 de junho de 2026. O relatório também aponta intensificação de prisões contra estudantes e deterioração das condições nas unidades de detenção. ©Mahmoud Hamda A Sociedade Palestina de Prisioneiros (PPS), com base em Ramallah, declarou que 65 estudantes do ensino médio seguem detidos sob custódia israelense, segundo dados do Ministério da Educação palestino, e não puderam participar dos exames finais do ensino médio no ano corrente. O comunicado afirma que, desde o início do genocídio contra a população palestina em 7 de outubro de 2023, esses estudantes passaram a enfrentar condições de detenção que incluem tortura, maus-tratos e separação de suas famílias, além da privação do direito à educação. A organização acrescentou que as autoridades israelenses ampliaram campanhas de prisão direcionadas a estudantes de diferentes níveis de ensino, em paralelo à restrição de direitos anteriormente reconhecidos aos prisioneiros palestinos, incluindo acesso à educação dentro das prisões. O texto indica que o direito à educação tem sido alvo de disputa prolongada no sistema prisional israelense, com registros de tentativas de impedir sua implementação por administrações penitenciárias. Segundo o comunicado, apesar dessas restrições, detentos palestinos conseguiram manter mecanismos de acesso educacional ao longo dos anos anteriores. O relatório afirma que, com o início do genocídio, o sistema prisional passou a eliminar direitos previamente garantidos e transformou unidades de detenção em espaços de tortura e abuso contínuo contra prisioneiros. O Clube dos Prisioneiros declarou que o sistema prisional opera sob uma política de tortura sistemática, humilhação e maus-tratos com objetivo de impor desgaste psicológico e físico aos detidos. O documento também faz apelo a organizações internacionais de direitos humanos e a órgãos da ONU responsáveis por direitos humanos, direitos da criança e direito à educação, solicitando intervenção diante do aumento das denúncias envolvendo estudantes palestinos presos. O texto pede pressão sobre as autoridades de ocupação para interromper políticas de detenção de estudantes e garantir proteção a crianças e jovens presos, além do fim de práticas descritas como violação do direito internacional humanitário, da Convenção sobre os Direitos da Criança e do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.
- Alemanha vai mobilizar 5.000 soldados perto da fronteira com a Bielorrússia
A Alemanha planeja enviar cerca de 5.000 soldados para a Lituânia, próximo à fronteira com a Bielorrússia, em uma das maiores expansões de sua presença militar externa nas últimas décadas. A medida integra o reforço do flanco oriental da OTAN em meio ao aumento das tensões com a Rússia. Autoridades alemãs preveem a formação de uma brigada permanente até 2027, enquanto Moscou e Minsk acusam a aliança de preparação para confronto militar na Europa. ARQUIVO A Alemanha projeta o envio de aproximadamente 5.000 militares da Bundeswehr para a Lituânia, segundo informações publicadas pelo jornal Bild. O contingente será instalado próximo à fronteira com a Bielorrússia, em uma área já utilizada para exercícios militares no contexto da presença da OTAN no Báltico. Atualmente, cerca de 1.800 soldados alemães já estão estacionados em território lituano, onde participam de operações e treinamentos regulares próximos à fronteira oriental da aliança. O novo plano prevê a ampliação desse efetivo e a consolidação de uma presença militar permanente. As autoridades militares alemãs trabalham com a projeção de manter dois batalhões fixos na Lituânia até o final de 2027, compondo uma estrutura equivalente a uma brigada. A Bundeswehr indicou que poderá adotar medidas de recrutamento compulsório caso o número de voluntários não seja suficiente para compor a força planejada. O tenente-general Christian Freuding, inspetor do Exército Alemão, declarou que o objetivo operacional é atingir a plena capacidade da brigada ainda no próximo ano, com a estrutura já instalada em território lituano. O reforço militar alemão ocorre no contexto das estratégias da OTAN para ampliação de sua presença no flanco leste europeu após o aumento das tensões com a Rússia. O deslocamento de tropas e equipamentos para países do Báltico integra o planejamento de longo prazo da aliança militar. Autoridades russas têm reagido ao avanço das estruturas da OTAN na região. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Grushko, afirmou que países da aliança e da União Europeia estariam se preparando para um possível confronto militar com Moscou. Ele declarou: “Partimos do pressuposto de que eles estão realmente se preparando para um confronto militar com a Rússia por volta do ano de 2030”. As declarações ocorreram em meio a debates internos na Europa sobre aumento de gastos militares, modernização das forças armadas e planejamento estratégico de segurança para as próximas décadas. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou anteriormente que a ampliação das capacidades militares europeias sob o conceito de autonomia estratégica representa riscos para a segurança internacional. Ele citou a entrada da Finlândia e da Suécia na OTAN como parte do avanço da aliança em direção ao leste europeu e afirmou que a Ucrânia é vista por países europeus como possível plataforma militar futura. O secretário do Conselho de Segurança da Bielorrússia, Alexander Volfovich, declarou que documentos de planejamento estratégico ocidentais consideram a possibilidade de guerra no continente europeu até 2030. Ele afirmou: “Todos os documentos de planejamento estratégico no Ocidente são baseados na premissa de uma guerra no continente europeu até 2030. Eles estão construindo seus planos em torno desse cenário”.











