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65 estudantes do ensino médio sob custódia israelense impedidos de fazer os exames finais

A Sociedade Palestina de Prisioneiros informou que 65 estudantes do ensino médio permanecem sob custódia israelense e foram impedidos de realizar os exames finais do ano letivo. A denúncia, baseada em dados do Ministério da Educação palestino, foi divulgada em Ramallah em 21 de junho de 2026. O relatório também aponta intensificação de prisões contra estudantes e deterioração das condições nas unidades de detenção.


©Mahmoud Hamda
©Mahmoud Hamda

A Sociedade Palestina de Prisioneiros (PPS), com base em Ramallah, declarou que 65 estudantes do ensino médio seguem detidos sob custódia israelense, segundo dados do Ministério da Educação palestino, e não puderam participar dos exames finais do ensino médio no ano corrente.


O comunicado afirma que, desde o início do genocídio contra a população palestina em 7 de outubro de 2023, esses estudantes passaram a enfrentar condições de detenção que incluem tortura, maus-tratos e separação de suas famílias, além da privação do direito à educação.


A organização acrescentou que as autoridades israelenses ampliaram campanhas de prisão direcionadas a estudantes de diferentes níveis de ensino, em paralelo à restrição de direitos anteriormente reconhecidos aos prisioneiros palestinos, incluindo acesso à educação dentro das prisões.


O texto indica que o direito à educação tem sido alvo de disputa prolongada no sistema prisional israelense, com registros de tentativas de impedir sua implementação por administrações penitenciárias. Segundo o comunicado, apesar dessas restrições, detentos palestinos conseguiram manter mecanismos de acesso educacional ao longo dos anos anteriores.


O relatório afirma que, com o início do genocídio, o sistema prisional passou a eliminar direitos previamente garantidos e transformou unidades de detenção em espaços de tortura e abuso contínuo contra prisioneiros.


O Clube dos Prisioneiros declarou que o sistema prisional opera sob uma política de tortura sistemática, humilhação e maus-tratos com objetivo de impor desgaste psicológico e físico aos detidos.


O documento também faz apelo a organizações internacionais de direitos humanos e a órgãos da ONU responsáveis por direitos humanos, direitos da criança e direito à educação, solicitando intervenção diante do aumento das denúncias envolvendo estudantes palestinos presos.


O texto pede pressão sobre as autoridades de ocupação para interromper políticas de detenção de estudantes e garantir proteção a crianças e jovens presos, além do fim de práticas descritas como violação do direito internacional humanitário, da Convenção sobre os Direitos da Criança e do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais.

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