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OMS elogia ação que transforma surfistas em salva-vidas contra afogamentos no Brasil

Brasil registra uma morte por afogamento a cada 90 minutos, segundo dados citados pela Organização Mundial da Saúde em 24 de junho de 2026. Em resposta a esse cenário, o programa Surf-Salva, da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, capacita surfistas para atuação em resgates e primeiros socorros. A iniciativa integra ações locais de prevenção discutidas pela OMS no contexto de mais de 236 mil mortes anuais por afogamento no mundo.


©Pinterest
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A Organização Mundial da Saúde, em documento divulgado em 24 de junho de 2026, afirmou que o afogamento integra o grupo das principais causas de morte acidental no planeta, com mais de 236 mil registros anuais. O órgão indica que 90% dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda. No Brasil, a OMS relaciona o problema à alta exposição de populações em áreas costeiras e ao uso recreativo de águas abertas sem estrutura de vigilância permanente.


O programa Surf-Salva, criado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático há 26 anos, atua na formação de surfistas para intervenções em situações de risco no mar. Segundo a organização, mais de 40 mil surfistas foram treinados como socorristas ao longo do período de execução do programa. O treinamento inclui técnicas de resgate, protocolos de primeiros socorros e procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar aplicados a vítimas de afogamento.


A iniciativa atua em praias onde o surfe ocorre em águas abertas e com variação de condições ambientais, cenário citado no relatório como fator de exposição a acidentes envolvendo banhistas e praticantes do esporte. O programa distribui treinamento técnico para surfistas e nadadores, com foco em resposta imediata a incidentes no mar e orientação sobre riscos locais para turistas e comunidades costeiras.

A Organização Mundial da Saúde registrou que crianças menores de cinco anos e jovens frequentadores do litoral estão entre os grupos com maior exposição a risco de afogamento no Brasil. O documento da agência das Nações Unidas vincula a estratégia de prevenção à atuação comunitária e à integração de diferentes setores na vigilância de áreas aquáticas.


A diretora executiva da Organização Mundial da Saúde, citada no material da ONU News, apontou que o combate ao afogamento depende de coordenação entre políticas públicas e iniciativas locais de capacitação. A agência relacionou o programa Surf-Salva a estratégias de descentralização de treinamento de segurança aquática e à formação de agentes comunitários informais em praias brasileiras.


O programa integra ações de prevenção alinhadas ao Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, marcado para 25 de julho, data citada no material da ONU News como referência para campanhas globais de segurança em ambientes aquáticos.


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