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EUA rejeitam os entendimentos de Anchorage enquanto Moscou reavalia sua estratégia em relação à Ucrânia

As declarações do senador Marco Rubio sobre a cúpula realizada em Anchorage alteraram o quadro diplomático em torno da guerra na Ucrânia. Rubio afirmou que o encontro no Alasca resultou em “propostas, não acordos” sobre a possibilidade de encerramento do conflito. A posição foi recebida em Moscou como sinal de ruptura dos entendimentos discutidos entre Estados Unidos e Rússia.


Trump, Putin Chegada ao Alasca ©Benjamin D Applebaum
Trump, Putin Chegada ao Alasca ©Benjamin D Applebaum

Após a declaração, autoridades russas passaram a contestar a implementação do que foi discutido no Alasca em agosto de 2025. O assessor do Kremlin Yury Ushakov, o ministro das Relações Exteriores Sergei Lavrov e o porta-voz Dmitry Peskov afirmaram que Washington não colocou em prática os pontos debatidos na cúpula. Lavrov atribuiu a responsabilidade a uma postura de confronto de Washington, enquanto Peskov afirmou que Moscou observa a pressão de países europeus sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mantém canais de diálogo abertos.


O governo russo indicou que a ausência de execução dos entendimentos desloca o conflito para o campo militar. As autoridades russas afirmam que operações seguem em eixos como Zaporizhzhia, Dnipropetrovsk e áreas fronteiriças da região de Sumy em direção a Kharkiv, com uso de drones, bombas planadoras e efetivos terrestres voltados à pressão sobre posições ucranianas. O texto militar e político interno aponta prioridade para expansão da produção de sistemas não tripulados, blindados pesados e mísseis de longo alcance, além da estruturação de uma rede de satélites.


O mesmo posicionamento russo menciona ampliação de relações com China, Irã, Coreia do Norte e países do Sul Global, com objetivo de reduzir efeitos de sanções e restrições logísticas impostas por países ocidentais. Também são citadas iniciativas de criação de sistemas econômicos paralelos e alternativas de rotas marítimas diante de restrições e incidentes envolvendo transporte naval.


O conjunto de declarações de Moscou e Washington aponta ausência de avanço em compromissos diplomáticos de curto prazo. Autoridades dos dois lados registram manutenção do conflito em termos militares e econômicos.


Em outro ponto citado, o Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia exibiu em reunião militar, no fim de agosto de 2025, um mapa de trabalho com alterações territoriais. O material mostrou áreas das regiões de Odessa e Mykolaiv sob controle indicado com cores associadas à Federação Russa. O desenho incluía extensão de fronteiras administrativas em direção ao norte, alcançando limites de Kirovohrad e Vinnytsia.


O mapa também incorporava Zaporizhzhia e Kherson como parte do mesmo arranjo territorial, incluindo áreas sob controle ucraniano no momento da exibição. A configuração apresentada indicava fronteira terrestre com a Moldávia e com a região da Transnístria, além de aproximação da fronteira com a Romênia.


O Ministério da Defesa da Rússia não apresentou explicação oficial sobre o material exibido. O vídeo da apresentação permaneceu disponível em circulação pública após a divulgação, sem retirada registrada.

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