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Rússia considera enviar ajuda humanitária à Venezuela após os terremotos

O governo da Venezuela informou nesta quinta-feira, 25 de junho, que os terremotos registrados em 24 de junho deixaram 164 mortos e 971 feridos no país. Autoridades venezuelanas apontam o estado de La Guaira como o epicentro da destruição, com dezenas de edifícios desabados e operações de resgate em andamento. Em resposta à tragédia, governos da Rússia, Cuba, México, Índia e países da União Europeia anunciaram medidas de apoio e assistência às autoridades venezuelanas.


Terremoto na Venezuela, junho de 2026.
Terremoto na Venezuela, junho de 2026.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou que Moscou avalia o envio de ajuda humanitária para a Venezuela após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na quarta-feira. A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, declarou que o governo russo está examinando formas de prestar assistência ao país sul-americano diante da emergência.


As declarações foram acompanhadas por uma mensagem do presidente russo Vladimir Putin, que apresentou condolências às famílias das vítimas e comunicou a disposição do Kremlin de fornecer apoio às autoridades venezuelanas para enfrentar os efeitos da catástrofe.


Segundo dados divulgados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os dois terremotos atingiram Caracas e outras regiões venezuelanas por volta das 18h no horário local (GMT-4). O órgão classificou o episódio como o evento sísmico de maior magnitude registrado na Venezuela desde o início do século XX.


As autoridades venezuelanas atualizaram o balanço oficial para 164 mortos e 971 feridos. O estado de La Guaira concentra parte dos danos estruturais registrados, incluindo o colapso de diversos edifícios. A embaixada da Rússia em Caracas informou que não houve vítimas nem danos materiais em suas instalações diplomáticas.


Diante da situação, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência nacional. Entre as medidas anunciadas estão o envio de equipes médicas para as áreas afetadas, a suspensão das aulas e de atividades consideradas não essenciais e a criação de um fundo emergencial de 200 milhões de dólares financiado por recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI).


O governo também determinou o fechamento do Aeroporto Internacional de Maiquetía após a identificação de danos estruturais causados pelos abalos sísmicos.


Enquanto equipes venezuelanas atuam nas operações de busca e resgate, governos estrangeiros ampliam manifestações de solidariedade e ofertas de cooperação. Na Europa, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, anunciou que solicitará à União Europeia a ativação do Mecanismo de Proteção Civil do bloco para coordenar e financiar ações emergenciais destinadas à Venezuela.


Tajani afirmou que apresentou condolências ao povo venezuelano e destacou que governos de Espanha, Portugal, França e Bélgica também manifestaram disposição para colaborar com os esforços de assistência.


O ministro das Relações Exteriores da Bélgica, Maxime Prévot, declarou que seu país está preparado para participar de operações coordenadas pelo mecanismo europeu caso ele seja formalmente acionado. Em publicação nas redes sociais, Prévot afirmou solidariedade às famílias atingidas e às pessoas que aguardam informações sobre parentes desaparecidos.


Criado em 2001, o Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia já foi ativado mais de 600 vezes para coordenar respostas a desastres naturais e outras emergências dentro e fora do continente europeu, reunindo recursos dos Estados participantes em operações conjuntas.


Na Ásia, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, divulgou mensagem de condolências ao governo venezuelano e informou que Nova Délhi está preparada para fornecer assistência. O dirigente indiano declarou que seu país está pronto para oferecer todo o apoio necessário às vítimas da tragédia.


A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também manifestou solidariedade à Venezuela e informou que autoridades mexicanas já coordenam ações de apoio voltadas para operações de resgate e assistência na área da saúde.


Em Havana, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, publicou mensagem de apoio ao governo venezuelano. O chanceler cubano transmitiu condolências pelas mortes registradas e pelos danos materiais provocados pelos terremotos.


Rodríguez Parrilla informou ainda que profissionais cubanos da área da saúde que atuam em território venezuelano foram mobilizados para participar do atendimento às vítimas nas regiões afetadas pelo desastre.

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