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No Dia Mundial dos Refugiados, Guterres pede solidariedade e proteção

O sistema das Nações Unidas informou que 117 milhões de pessoas vivem em situação de deslocamento forçado em escala global. Os dados incluem refugiados, solicitantes de asilo e deslocados internos em diferentes regiões afetadas por conflitos e perseguições. O alerta foi divulgado no Dia Mundial dos Refugiados, em 20 de junho de 2026.


© Unicef/Royena Rasnat Um grupo de crianças refugiadas rohingya participa de um centro de atividades em Cox's Bazar, Bangladesh
© Unicef/Royena Rasnat Um grupo de crianças refugiadas rohingya participa de um centro de atividades em Cox's Bazar, Bangladesh

Organização das Nações Unidas registrou que 41,6 milhões de pessoas estão na condição de refugiados, 9 milhões são solicitantes de asilo e 68,7 milhões vivem como deslocados internos, segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. O levantamento reúne populações que cruzaram fronteiras ou permanecem dentro dos próprios países em razão de violência, perseguição e guerras em diferentes territórios.


O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que “estes tempos turbulentos devem ser um momento de solidariedade renovada e de ação robusta para proteger as pessoas deslocadas por conflitos e perseguições”. Ele declarou também que a comunidade internacional deve reforçar o apoio “a todos os que foram forçados a fugir, bem como aos países e comunidades que os acolhem”.

Os dados divulgados pela ONU indicam concentração dos fluxos de refugiados em países como Venezuela, Ucrânia, Síria, Afeganistão, Sudão e Sudão do Sul. A lista inclui também os Territórios Palestinos, onde o genocídio em curso desde 7 de outubro de 2023 integra o conjunto de fatores associados ao deslocamento populacional, segundo a classificação adotada pelo sistema de monitoramento das Nações Unidas.


Sudão registra a maior crise de deslocamento interno, com mais de 9 milhões de pessoas deslocadas dentro do território nacional. A ONU informa que novos conflitos ampliaram fluxos de saída em diferentes regiões, com aumento de pessoas que atravessam fronteiras ou permanecem em deslocamento interno sem acesso a estruturas de proteção.


A Agência da ONU para Refugiados, ACNUR, informou que o tema do ano é “Até que todos estejam em segurança” e que o sistema de asilo permanece como instrumento do direito internacional estabelecido pela Convenção de 1951. O ACNUR afirmou que o objetivo inclui mobilização de jovens para manutenção do regime internacional de proteção.


Em Cox's Bazar, crianças refugiadas rohingya participam de centros de atividades organizados em campos de deslocamento, segundo registro fotográfico da UNICEF divulgado pela ONU News, em contexto de permanência prolongada de populações fora de seus locais de origem.


A Organização Internacional do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, informou que populações deslocadas enfrentam barreiras legais e administrativas no acesso ao trabalho, ao reconhecimento de qualificações e à proteção social. A agência declarou que o acesso ao trabalho está ligado às condições de inserção econômica de refugiados e comunidades receptoras, com impacto direto em políticas de integração laboral.

 
 

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