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O Exército iraniano intensificou sua campanha de retaliação contra Israel ao atacar, em 15 de março de 2026, centros de segurança e quartéis-generais da polícia do regime israelense com drones de alta potência. Em comunicado oficial, as forças armadas iranianas informaram que os alvos incluíram a unidade Lahav 433 — equivalente ao FBI estadunidense — e instalações da empresa Gilat Defense, responsável por comunicações via satélite utilizadas em operações militares em cooperação com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos e a OTAN.

A ofensiva foi apresentada como parte do direito de autodefesa do Irã diante da agressão iniciada em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques que culminaram no martírio de Khamenei e na morte de altos comandantes militares. Desde então, ataques aéreos contra áreas residenciais, escolas, hospitais e infraestrutura civil resultaram em pelo menos 1.348 mortes no Irã. Em resposta, Teerã lançou uma série de operações com mísseis e drones contra bases militares estadunidenses na região e alvos em territórios ocupados por Israel.

O comando militar iraniano alertou que qualquer nova agressão será respondida com firmeza, sinalizando uma escalada contínua do conflito. A escolha de alvos estratégicos ligados à segurança interna e à infraestrutura tecnológica é uma tentativa de atingir diretamente a capacidade operacional do regime israelense, ao mesmo tempo em que expõe a interdependência entre o aparato militar israelense e o suporte tecnológico estadunidense.

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