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O governo brasileiro anunciou em 19 de março de 2026 o envio de mais de 20 mil toneladas de alimentos a Cuba, em uma ação que explicita tanto a gravidade da crise humanitária enfrentada pela ilha quanto o impacto prolongado do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.
A iniciativa será operacionalizada por meio do Programa Mundial de Alimentos da ONU e inclui 20 mil toneladas de arroz com casca, 150 toneladas de feijão, 150 toneladas de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó, além de remessas recentes de medicamentos essenciais já entregues à população cubana.
A decisão ocorre em meio ao agravamento das condições de vida em Cuba, intensificado no início do segundo mandato do presidente estadunidense Donald Trump, que em 29 de janeiro de 2026 assinou decreto autorizando a imposição de tarifas a países que forneçam petróleo à ilha, aprofundando o cerco econômico e energético.
Segundo autoridades brasileiras, cidades como Havana enfrentam cortes de energia superiores a 11 horas diárias, enquanto a escassez de combustível compromete o transporte terrestre e aéreo, levando à suspensão de voos por companhias cubanas. O presidente Lula já havia denunciado publicamente a política estadunidense, classificando-a como um “massacre” contra o povo cubano durante evento do Partido dos Trabalhadores em fevereiro, em Salvador, ao afirmar: “Nós somos solidários ao povo cubando, que é vítima de um massacre dos Estados Unidos, e temos que encontrar, como partido, um jeito de ajudar”.
Paralelamente à ajuda estatal, uma caravana internacional composta por parlamentares, dirigentes sindicais e lideranças estudantis brasileiras desembarca em Cuba em 21 de março como parte da iniciativa Nuestra América Convoy a Cuba, reunindo delegações de mais de dez países de três continentes. O grupo levará mais de 20 toneladas de alimentos, medicamentos, produtos de higiene e equipamentos de energia solar, incluindo sistemas destinados a hospitais e serviços essenciais, numa tentativa de mitigar os efeitos da crise energética. Entre os participantes da delegação brasileira estão representantes do parlamento e de movimentos sociais, como as parlamentares Paula Nunes e Iza Lourença, além de deputados federais e lideranças estudantis da UNE e da UBES.
O governo brasileiro também tem sido procurado por países da América Latina e da Europa interessados em contribuir com ações semelhantes, indicando uma articulação internacional crescente diante do agravamento das condições de vida em Cuba.
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