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Uma pesquisa conduzida pelo Middle East Understanding Institute (IMEU) Policy Project em parceria com a organização Demand Progress revelou um cenário de crescente contestação interna à política externa estadunidense em relação ao Irã.

O levantamento, divulgado em 19 de março de 2026 em Nova Iorque, mostra que 56% dos eleitores estadunidenses acreditam que os ataques militares realizados em conjunto por EUA e Israel contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro, beneficiam principalmente o Estado israelense, enquanto apenas 29% consideram que tais ações atendem aos interesses estratégicos dos próprios EUA. Além disso, 53% dos entrevistados afirmaram que “não aprovam” os ataques, contra 43% que expressaram apoio, revelando um quadro de rejeição majoritária à escalada militar.

O impacto político interno também se mostra relevante: 43% dos participantes declararam que os ataques reduziram a probabilidade de apoiarem o Partido Republicano nas eleições legislativas de novembro, enquanto 31% afirmaram que o apoio ao partido aumentaria em razão da mesma política, indicando polarização, mas com tendência desfavorável ao governo do presidente Donald Trump.

A pesquisa destaca ainda uma clivagem geracional marcante: entre eleitores com menos de 45 anos, 68% afirmaram preferir candidatos que reduzam o apoio a Israel, enquanto 56% dos eleitores com mais de 45 anos defenderam a manutenção ou ampliação desse apoio, evidenciando uma mudança estrutural nas percepções sobre a aliança entre EUA e Israel.

Outro dado significativo aponta que 43% dos entrevistados consideram que Israel exerce “influência excessiva” sobre a política externa estadunidense, enquanto 41% classificam esse nível de influência como “apropriado”, refletindo uma disputa narrativa no interior da sociedade.

O relatório do IMEU ressalta que a escalada militar contra o Irã tende a fragilizar a posição eleitoral dos republicanos, especialmente entre os mais jovens, que demonstram crescente distanciamento da liderança partidária e de sua agenda intervencionista.

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