Brasil em disputa global: terras raras colocam país no centro da corrida por liderança tecnológica
- www.jornalclandestino.org

- 26 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
O Brasil, dono da segunda maior reserva mundial de terras raras, equivalente a 23% do total global, entrou de vez na disputa geopolítica por minerais estratégicos essenciais para tecnologias de ponta. Apesar do potencial, o país responde por apenas 1% da produção mundial, cenário que reacende o dilema entre seguir exportando matéria-prima bruta ou investir em agregação de valor e soberania tecnológica.

O interesse dos Estados Unidos nas reservas brasileiras foi formalizado em julho e remete à Guerra Fria, quando grandes quantidades de areia monazítica foram enviadas aos estadunidenses para uso nuclear. Hoje, em meio à transição energética e à disputa pela inovação, o debate ganha novas dimensões: turbinas eólicas, veículos elétricos, sistemas militares e dispositivos de alta tecnologia dependem desses elementos.
Iniciativas nacionais tentam superar o atraso. Projetos como a mina Serra Verde (GO), a primeira fábrica de ímãs de terras raras inaugurada em 2024 pelo INCT P.A.T.R.I.A. e o laboratório LABFABITR, previsto para 2026, buscam estruturar uma cadeia produtiva completa. O governo lançou ainda a política Mineração para Energia Limpa (MEL), destinando R$ 5 bilhões a planos de negócios e fomentando pequenas empresas do setor.
Entretanto, gargalos persistem. Parte da produção continua sendo exportada em estado bruto, o que limita a autonomia tecnológica. Especialistas defendem que o país adote restrições à exportação, a exemplo do Zimbábue com o lítio, e concentre esforços em inovação. Para analistas, o Brasil tem condições de se tornar protagonista global, mas a escolha entre dependência histórica ou liderança estratégica será decisiva para seu futuro.



















































Comentários