Lula Articula Posição Diplomática com México e Canadá Contra Intervenção dos EUA na Venezuela
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Nesta quinta-feira (08/01), o presidente Lula conduziu ligações separadas com a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, e com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, para discutir a crise na Venezuela, no mesmo dia em que já havia tratado do assunto com o presidente colombiano, Gustavo Petro. Os líderes rejeitaram unanimemente o uso da força e os ataques à soberania venezuelana, defendendo uma solução baseada no diálogo, no direito internacional e na Carta da ONU.
As conversas, realizadas por telefone, tiveram como foco principal a coordenação de uma resposta diplomática entre três das maiores economias das Américas diante da intervenção militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro. De acordo com a nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, os dirigentes manifestaram preocupação conjunta e rejeitaram explicitamente "a tentativa do governo dos Estados Unidos de impor uma divisão ultrapassada do mundo em zonas de influência", uma referência clara à invocação da Doutrina Monroe pelo presidente Donald Trump para justificar a ação.

Além da posição firme sobre a Venezuela, os diálogos abriram caminho para o aprofundamento das relações bilaterais. O presidente Lula convidou a mandatária mexicana, Claudia Sheinbaum, para uma visita oficial ao Brasil, cuja data será definida pelas chancelarias. Durante a conversa, eles também manifestaram interesse em estabelecer cooperação na área de combate à violência contra a mulher, um tema de agenda comum.
Na ligação com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, além do alinhamento sobre a defesa da soberania venezuelana e do multilateralismo, Lula formalizou um convite para uma visita de Estado, prevista para ocorrer em abril de 2026. A agenda bilateral deve focar no aprofundamento das relações comerciais e no impulso acelerado às negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá.
A sequência de contatos diplomáticos em um único dia, que incluiu ainda o presidente da Colômbia, demonstra um esforço concentrado do governo brasileiro para construir uma frente diplomática regional e extracontinental que isole a ação unilateral dos EUA e pressione por uma solução pacífica para a crise venezuelana, reafirmando os princípios da não-intervenção e da solução negociada.




















































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