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General israelense admite que Exército “mata como não fazia desde 1967”

Relatório publicado em 4 de maio de 2026 revelou que forças israelenses adotam regras distintas de uso da força contra palestinos e colonos na Cisjordânia ocupada. Declarações do major-general Avi Bluth, obtidas pelo jornal Haaretz, indicam endurecimento deliberado das operações contra a população palestina. Os dados se inserem no contexto do genocídio em curso contra o povo palestino desde 7 de outubro de 2023. A reportagem divulgada pelo jornal hebraico Haaretz no domingo, 3 de maio de 2026, expôs declarações do comandante do comando central do exército israelense, major-general Avi Bluth, feitas em fórum fechado.


Cisjordânia, Palestina ocupada
Cisjordânia, Palestina ocupada

No encontro, o oficial reconheceu a aplicação de uma política diferenciada no uso da força: enquanto soldados recebem autorização ampliada para abrir fogo contra palestinos acusados de lançar pedras ou cruzar linhas de separação, medidas equivalentes não são adotadas contra colonos judeus em situações similares.


Bluth afirmou que as regras de engajamento foram alteradas com o objetivo de impedir a repetição de ações da Resistência Palestina ocorridas em 7 de outubro de 2023. Segundo ele, a estratégia adotada pelo comando militar consiste em intensificar ações letais na Cisjordânia ocupada. “Estamos matando como não fazíamos desde 1967”, declarou, em referência ao período posterior à ocupação militar do território após a chamada Guerra dos Seis Dias.

O oficial também descreveu mudanças operacionais que permitem disparos direcionados durante detenções. Ele afirmou que forças sob seu comando podem atirar “na altura do joelho ou abaixo dele” contra suspeitos palestinos, com a finalidade de gerar “consciência sobre a barreira”. A declaração indica autorização institucional para o uso de munição real em operações de controle populacional.


Durante a mesma intervenção, Bluth mencionou os palestinos feridos ao tentar atravessar áreas militarizadas, descrevendo-os como “monumentos cambaleantes” dentro das comunidades locais. Ele acrescentou que “um preço está sendo pago”, associando diretamente a política de ferimentos deliberados a uma lógica de punição coletiva.


Dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) indicam que, desde o início de 2026, ao menos 42 palestinos foram mortos na Cisjordânia ocupada. Entre essas mortes, 11 foram atribuídas a colonos armados. O número se soma ao total de cerca de 1.500 palestinos mortos nos últimos anos no mesmo território, conforme mencionado pelo próprio comandante israelense.


No domingo, 4 de maio de 2026, forças israelenses realizaram uma operação na cidade de Nablus, resultando na morte de um palestino e em mais de 40 feridos, segundo informações divulgadas pela imprensa regional. A ação ocorreu em meio à intensificação de incursões militares em centros urbanos da Cisjordânia.


As declarações de Bluth e os dados apresentados reforçam a existência de uma política institucional baseada em distinção étnica no uso da força, em um território sob ocupação militar contínua desde 1967, com apoio político, financeiro e militar do governo estadunidense.

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