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General israelense: "Estamos matando mais palestinos na Cisjordânia do que desde 1967."

O major-general Avi Bluth, chefe do Comando Central israelense na Cisjordânia ocupada, declarou que forças sob seu comando mataram 1.500 palestinos nos últimos três anos. As falas foram feitas em um fórum fechado e divulgadas pelo jornal Haaretz em 4 de maio de 2026. O militar também afirmou que houve flexibilização das regras de abertura de fogo contra palestinos.


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Segundo o Haaretz, Bluth afirmou que a condução das operações na Cisjordânia ocupada inclui regras de tiro que permitem disparos contra palestinos durante prisões, inclusive com autorização para atingir joelho ou abaixo do joelho, com a justificativa de produzir “efeito dissuasor” e o que chamou de “conscientização da barreira”. Ele declarou que essa política se aplica especialmente a palestinos que tentam atravessar a barreira de separação na Cisjordânia ocupada.


Bluth afirmou que a política de regras de tiro cria um “efeito dissuasor” e vinculou a prática a mudanças de conduta no território. Ele também declarou que soldados israelenses evitam disparar contra israelenses que atiram pedras em veículos palestinos devido a “consequências sociológicas”, enquanto a resposta armada contra palestinos é aplicada de forma distinta.


O major-general afirmou que o exército israelense discrimina palestinos e israelenses na aplicação das regras de engajamento em casos de lançamento de pedras, mencionando que ações contra israelenses geram impacto interno nas forças militares. Ele declarou: “Preferimos resolver essas questões de outras maneiras. Todo incidente desse tipo tem consequências sociológicas muito sérias.”


Bluth afirmou que ataques de palestinos com pedras são classificados por ele como “terrorismo” e declarou: “não existe terrorismo ‘popular’ ou ‘do povo’; a única coisa que é ‘do povo’ é a dança folclórica”. Ele também afirmou: “Em 2025, matamos 42 (palestinos) que estavam atirando pedras nas ruas.”


O militar declarou ainda que, em 2025, forças sob seu comando mataram 1.500 palestinos nos últimos três anos e afirmou: “Os árabes entendem que ‘Se alguém vier para te matar, mate-o primeiro’ é a norma no Oriente Médio. É por isso que estamos matando mais (palestinos) do que desde 1967.”


Segundo dados palestinos citados, desde outubro de 2023 pelo menos 1.155 palestinos foram mortos, cerca de 11.750 ficaram feridos e aproximadamente 22.000 foram detidos em operações realizadas por forças israelenses e por colonos israelenses na Cisjordânia ocupada.


Bluth afirmou que palestinos que trabalham em Israel são considerados “potenciais terroristas”, mencionando que mais de 13.000 palestinos atuam em zona industrial da Jerusalém Oriental ocupada sob autorização de trabalho. Ele declarou: “Cada um deles é um terrorista em potencial, mas não saem para realizar ataques por causa do efeito dissuasor.”


O major-general também afirmou que mais de 4.000 palestinos estão sob detenção administrativa, mecanismo que permite prisão sem acusação formal ou julgamento sob justificativa de segurança. Ele declarou que não há aplicação equivalente desse regime contra israelenses.


Em abril de 2026, foram registrados 1.637 ataques contra palestinos na Cisjordânia ocupada, segundo dados mencionados no relatório.


Bluth afirmou que soldados israelenses atiram em palestinos que tentam atravessar o Muro da Separação e declarou: “Há muitos ‘monumentos insignificantes’ em aldeias palestinas deixados para trás por aqueles que tentaram cruzar a fronteira, o que significa que há um preço a ser pago.” Ele também afirmou que palestinos baleados e mutilados são usados como “exemplos vivos de uma história com um alerta”.


A reportagem do Haaretz também registrou que Bluth afirmou não apoiar o uso de força letal contra israelenses que atiram pedras em áreas ocupadas por colonos, citando um caso em que dois israelenses mascarados foram alvejados por soldados. Ele afirmou: “Sou contra atirar em judeus.”


O militar declarou que as regras atuais foram definidas para operações na Cisjordânia ocupada e mencionou redistribuição de tropas entre regiões, incluindo fronteiras e áreas de ocupação. Ele afirmou que a estrutura militar prioriza diferentes níveis de resposta conforme o grupo envolvido nos confrontos.


Dados palestinos também indicam que, desde outubro de 2023, a Cisjordânia ocupada registra operações militares, detenções em massa e ações de colonos israelenses sob proteção militar, com impacto sobre população civil em diferentes cidades e vilas do território.

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