Deputado denuncia propaganda eleitoral antecipada de Flávio Bolsonaro e Tarcísio
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O deputado federal Carlos Zarattini apresentou em 3 de maio de 2026 representação à Procuradoria-Geral da República contra Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro. O parlamentar aponta propaganda eleitoral antecipada e uso de estrutura pública durante evento em São Paulo. O caso envolve discursos realizados na Agrishow 2026, em 27 de abril, em Ribeirão Preto.

Na representação, Zarattini afirma que o governador de São Paulo e o senador participaram de agenda conjunta com indícios de articulação eleitoral para a disputa presidencial de 2026. Segundo o documento, ambos discursaram lado a lado na abertura oficial da feira, em espaço institucional vinculado ao governo estadual.
O deputado sustenta que o caráter institucional do ato é demonstrado pela utilização de palco com identidade visual do governo de São Paulo, pela transmissão ao vivo em canal oficial no YouTube e pela circulação posterior dos conteúdos em redes sociais e veículos de imprensa. Para ele, esses elementos configuram uso da máquina pública para promoção política.
“Tarcísio é cara de pau. Utilizou recursos públicos para fazer propaganda antecipada de Flávio Bolsonaro. Eles usaram as instalações do Governo do Estado de São Paulo para lançar a pré-candidatura de Flávio. É um verdadeiro absurdo”, declarou Zarattini.
O documento enviado à Procuradoria aponta que os discursos apresentaram conteúdo de natureza eleitoral, ainda que sem pedido direto de voto. Entre os trechos citados, Tarcísio teria se referido a Flávio Bolsonaro como “nosso pré-candidato a presidente da República” e “nosso próximo presidente da República”.
Ainda segundo a representação, Flávio Bolsonaro reforçou o teor eleitoral ao afirmar: “Na hora, daqui a poucos meses, de escolher o futuro que você quer para você, para a sua família, para os seus filhos, pensem nisso. Eu sei que todos nós queremos mudança. Ela vai acontecer”.
Zarattini argumenta que os fatos podem configurar duas infrações previstas na legislação eleitoral. A primeira diz respeito à propaganda eleitoral antecipada, pela promoção de candidatura fora do período permitido. A segunda envolve o uso de bens e canais da administração pública para favorecer um pré-candidato.
O parlamentar solicitou a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. “A lei eleitoral estabelece limites claros. O uso da máquina pública para promoção política exige resposta institucional”, afirmou.



































