Quatro migrantes mortos encontrados na fronteira de Croácia e Eslovênia
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Quatro migrantes foram encontrados mortos perto da fronteira entre Croácia e Eslovênia, segundo a polícia croata, que também registrou dois homens hospitalizados em estado grave. Treze pessoas foram levadas para um centro de detenção após serem localizadas na mesma operação. As autoridades informaram que um traficante abandonou o grupo na região de Donje Prilisce.

A polícia da Croácia informou nesta segunda-feira (04) a morte de quatro migrantes em área próxima à fronteira com a Eslovênia, sem divulgar nacionalidades ou circunstâncias detalhadas das mortes. Outros dois homens foram encaminhados a hospitais em estado grave. Treze pessoas foram levadas para um centro de detenção após serem encontradas na região e submetidas a condições descritas pelas autoridades como desumanas durante o transporte.
As forças de segurança croatas indicaram que um traficante teria conduzido o grupo até as proximidades da aldeia de Donje Prilisce, localizada a cerca de 70 quilômetros a sudoeste de Zagreb, e deixado o local em seguida. Uma investigação foi aberta para apurar as causas das mortes e a dinâmica do deslocamento. A Croácia integra a União Europeia e funciona como ponto de passagem na rota dos Bálcãs, utilizada por pessoas em situação de migração irregular que tentam alcançar outros países europeus.
No início de abril, 30 migrantes foram resgatados de uma área de pântano entre Croácia e Bósnia. No fim de fevereiro, um homem de origem chinesa morreu durante o naufrágio de uma embarcação que transportava migrantes na mesma região de fronteira entre Croácia e Bósnia.
Dados da Agência Europeia da Guarda Costeira e de Fronteiras (Frontex) indicam que mais de 12.500 pessoas utilizaram a rota dos Bálcãs em 2025. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) registra que desde 2014 mais de 400 pessoas foram dadas como mortas ou desaparecidas nesse trajeto.
A OIM aponta que pessoas em trânsito por essa rota enfrentam controles fronteiriços intensos, o que leva a deslocamentos por áreas de terreno irregular para evitar detecção, com registros recorrentes de travessias não autorizadas na região.



































