Exército quer ampliar capacidade de resposta a ameaças externas e reorganiza estrutura militar
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O Exército Brasileiro definiu uma política de transformação que estabelece a manutenção de 20% da tropa em estado de prontidão para resposta imediata. O plano inclui reorganização de brigadas, incorporação de tecnologias e revisão da doutrina militar. O documento foi aprovado por portaria assinada pelo comandante Tomás Paiva.

O Exército Brasileiro estruturou uma política de transformação com previsão de manter 20% do efetivo em elevado grau de prontidão para atuação imediata em situações de ameaça externa. A diretriz integra um processo de reorganização da força terrestre que inclui revisão de capacidades operacionais, formação militar e incorporação de tecnologias emergentes, com base em mapeamento de riscos em elaboração pelo Alto Comando, com conclusão prevista para as próximas semanas e encaminhamento estimado para junho.
A política foi formalizada por portaria assinada pelo comandante do Exército, Tomás Paiva, e estabelece mudanças no desenho institucional, na doutrina militar e na formação de pessoal. O Estado-Maior do Exército coordena a implementação por meio da 7ª Subchefia, com integração ao plano estratégico da força no período de 2024 a 2027 e projeção para o ciclo de 2028 a 2031.
O diagnóstico interno do Exército aponta aumento de investimentos militares em diversos países e registra mais de 30 Estados com conflitos em 2024, atingindo áreas com cerca de 45% da população mundial, segundo estudo do Fundo Monetário Internacional. O mesmo levantamento indica cerca de 1,9 milhão de mortes em conflitos ao longo de 15 anos.
No Brasil, o programa de modernização das Forças Armadas prevê R$ 30 bilhões em seis anos, retirados do arcabouço fiscal. O Exército registra que a demanda por materiais militares supera a capacidade produtiva internacional. O texto associa essa situação à necessidade de fortalecimento da Base Industrial de Defesa para manutenção de capacidades operacionais.
O plano de prontidão estabelece que 5 das 25 brigadas do Exército terão status de resposta imediata. Entre elas estão a Brigada Paraquedista, no Rio de Janeiro, a Brigada Aeromóvel em Caçapava, a Brigada de Infantaria de Selva em Marabá, a Brigada de Infantaria Mecanizada em Campinas e a Brigada de Cavalaria Blindada em Ponta Grossa.
A política organiza a força terrestre em quatro estruturas de emprego. As forças de emprego imediato atuam em resposta inicial em áreas estratégicas. As forças de emprego de prontidão operam em qualquer região do território nacional. As forças de emprego continuado são destinadas a conflitos prolongados e apoio ao Estado. As forças de emprego no multidomínio operam em diferentes ambientes com integração entre unidades.
O documento registra que conflitos atuais envolvem uso de sistemas não tripulados, sensores e armamentos de precisão. Também aponta a presença de recursos naturais na América do Sul como fator de interesse externo e a atuação de redes de crime organizado transnacional como elemento de pressão sobre estruturas de segurança.
O plano inclui mudanças na formação militar com foco em tecnologias emergentes e sistemas operacionais integrados. O Exército determina capacitação para uso de tecnologias aplicadas a operações terrestres e estabelece revisão contínua da doutrina e da estrutura de comando.



































