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Governo amplia em 92% bolsas de residência em saúde e acelera formação de especialistas para reduzir filas no SUS

O Ministério da Saúde anunciou um aumento de 92% no número de bolsas de residência em saúde em 2026, passando de 1.813 para 3.483 novas vagas para a formação de especialistas. A medida, vinculada aos programas Agora Tem Especialistas e Pró‑Residências, tem como objetivo diminuir o tempo de espera por atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) e fortalecer a assistência em regiões historicamente desassistidas.


Alexandre Rocha Santos Padilha é um médico e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores e atual ministro da Saúde do Brasil
Alexandre Rocha Santos Padilha é um médico e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores e atual ministro da Saúde do Brasil

O governo federal iniciou 2026 com um incremento expressivo na política de formação de especialistas em saúde, ao ampliar em 92% o número de bolsas de residência financiadas pelo Ministério da Saúde. Em comparação a 2025, quando foram concedidas 1.813 bolsas, o plano deste ano prevê 3.483 novas vagas, consolidando a pasta como a maior financiadora de residências em saúde no país.


A expansão integra ações dos programas Agora Tem Especialistas (ATE) e Pró‑Residências, que têm como foco ampliar a formação de profissionais qualificados e reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa está relacionada à publicação de portarias que selecionaram e homologaram programas de residência médica e em áreas profissionais da saúde.


Do total de novas bolsas anunciadas, 2.483 são para residência médica, distribuídas em 1.130 programas que abarcam 110 especialidades, áreas de atuação e anos adicionais de formação. Esses programas foram validados por portarias publicadas no fim de 2025 e início de 2026.


Além disso, 1.000 bolsas foram destinadas a residências em áreas profissionais da saúde, abrangendo 169 programas em 27 áreas de especialização. Destaca-se o foco da distribuição em regiões com carência de especialistas, como a Amazônia Legal, onde 60 programas somam 389 bolsas para a formação de equipes multiprofissionais.


A política de ampliação de vagas segue prioridades estabelecidas pelo Pró‑Residências, que considera as necessidades estratégicas do SUS e busca fortalecer a assistência em localidades com menor cobertura de profissionais especializados. As residências em saúde são reconhecidas como padrão de excelência na pós‑graduação e desempenham papel crucial no fortalecimento da rede pública de saúde.


Os residentes selecionados deverão ser cadastrados a partir de fevereiro de 2026 pelos coordenadores das Comissões de Residência Médica (COREME) e das Comissões de Residência em Área Profissional da Saúde (COREMU), por meio do Sistema de Informações Gerenciais do Pró‑Residências (SIG‑Residências), plataforma responsável pelo acompanhamento e gestão das bolsas financiadas.


Com esta expansão, o governo busca ampliar o número de especialistas formados, mas também incentivar a atuação desses profissionais em regiões com maiores desafios de acesso a serviços especializados, contribuindo para a redução de desigualdades no atendimento em saúde no Brasil.

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