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Lula adia decisão sobre conselho de paz para Gaza e cobra clareza sobre estrutura e presença palestina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não decidiu se aceitará o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar um conselho de paz sobre a Faixa de Gaza. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Valdo Cruz, Lula aguarda detalhes sobre o funcionamento do grupo, seus objetivos e a efetiva participação palestina antes de se posicionar.


Presidente Lula - Arquivo
Presidente Lula - Arquivo

A decisão do presidente brasileiro permanece em aberto enquanto assessores do Palácio do Planalto e diplomatas analisam a proposta apresentada pelo governo dos EUA. A avaliação interna é de que faltam informações essenciais para medir a efetividade do conselho e o alcance de suas ações no conflito em Gaza.


De acordo com Valdo Cruz, Lula busca esclarecimentos sobre a estrutura do colegiado, os mecanismos de tomada de decisão e a forma como o grupo atuaria na prática. A inexistência, até o momento, de um desenho institucional definido tem sido apontada como um dos principais entraves para a adesão brasileira.


Outro ponto considerado decisivo pelo presidente é a participação palestina. Lula quer saber se haverá representantes palestinos no conselho e se esses integrantes terão poder real de voz e influência nos debates e encaminhamentos. Para o Planalto, essa condição é vista como indispensável para conferir legitimidade a qualquer iniciativa voltada à situação na Faixa de Gaza.


Também não há, até agora, informações oficiais sobre o prazo de criação do conselho, seu formato operacional ou a lista de países convidados a integrar a iniciativa anunciada por Trump. A indefinição reforça a cautela do governo brasileiro, que evita assumir compromissos sem garantias de efetividade diplomática.


Enquanto aguarda novos esclarecimentos, o presidente mantém a posição de avaliar a proposta com prudência, alinhando qualquer eventual participação do Brasil aos princípios históricos da diplomacia brasileira, como a defesa do diálogo, do multilateralismo e da inclusão das partes diretamente envolvidas no conflito.

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