Movimentos de mulheres convocaram mobilizações para o 8 de março contra feminicídio e jornada 6×1
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Movimentos de mulheres convocaram mobilizações para o 8 de março de 2026 com foco no combate à violência de gênero e no fim da jornada de trabalho 6×1. Um ato nacional está marcado para a cidade de São Paulo, com atividades previstas também em outras capitais e municípios. A secretária nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, chamou a categoria a “ocupar as ruas” contra o que classificou como um modelo de trabalho adoecedor. Segundo ela, a escala com apenas um dia de descanso aprofunda desigualdades e atinge de forma mais severa as mulheres. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que o governo federal reforçará no 8 de março o pacto nacional contra o feminicídio.

Publicado em 26 de fevereiro de 2026, às 19h32, o chamado destaca que a jornada 6×1 — seis dias consecutivos de trabalho para um único dia de descanso — pesa de maneira desproporcional sobre trabalhadoras que acumulam emprego formal e responsabilidades domésticas. Mazé Morais afirmou que se trata de “um esquema opressor de trabalho que rouba o tempo, adoece corpos e mentes e aprofunda desigualdades”.
Para a dirigente, a escala exaustiva não é apenas uma questão organizacional, mas estrutural. “É um projeto de sociedade que normaliza o adoecimento da classe trabalhadora, sobretudo das mulheres”, declarou. Ela também enfatizou que a sobrecarga feminina se intensifica porque são elas que, majoritariamente, coordenam a rede de cuidados com filhos, familiares e comunidades. “Lutar contra a jornada 6×1 é lutar pra sobrar tempo pra cuidar, estar perto de quem a gente ama. É dizer que nosso corpo não é máquina, nosso cansaço não é normal”, afirmou.
Além da pauta trabalhista, os atos do Dia Internacional da Mulher reforçarão a mobilização nacional contra o feminicídio e outras formas de violência de gênero. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, declarou que o governo federal tem ampliado investimentos na rede de proteção e que o pacto nacional contra o feminicídio será um dos eixos centrais das manifestações deste ano.
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