Secretário-geral da OTAN: A Europa ouviu claramente a mensagem dos EUA
- www.jornalclandestino.org

- há 16 horas
- 2 min de leitura
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou em 4 de maio de 2026 que os Estados Unidos demonstraram insatisfação com a posição europeia diante dos acontecimentos no Oriente Médio. Segundo ele, governos europeus já começaram a responder às demandas de Washington. As declarações ocorreram durante a 8ª Cúpula da Comunidade Política Europeia, realizada na Armênia.

Falando à imprensa em Bruxelas, Rutte reconheceu que países europeus não aderiram à “campanha contra o Irã” promovida pelos Estados Unidos e por Israel, o que provocou reação negativa por parte de Washington. “A Europa ouviu claramente a mensagem dos EUA. De fato, hoje vemos que muitos países estão tomando as medidas necessárias em relação aos pedidos de bases e apoio logístico no âmbito de acordos bilaterais”, declarou o chefe da aliança militar.
A fala explicita a dinâmica de pressão exercida pelo governo estadunidense sobre aliados europeus no contexto de operações militares no Oriente Médio, região que concentra rotas energéticas e interesses estratégicos centrais para Washington. A exigência por bases e infraestrutura logística indica preparação para ampliação de presença militar, com envolvimento indireto de países europeus que inicialmente resistiram à escalada.
Rutte também afirmou que líderes europeus decidiram realizar o pré-desdobramento de recursos considerados críticos em áreas próximas ao teatro de operações, medida que antecipa movimentações militares antes mesmo de qualquer formalização pública de intervenção. A decisão aponta para alinhamento progressivo da Europa às diretrizes operacionais da OTAN sob liderança estadunidense.
O secretário-geral relembrou ainda a Cúpula da OTAN realizada em Haia em 2025, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou os países europeus a ampliarem seus compromissos com gastos militares. “Como resultado, a Europa está aumentando seu papel, assumindo mais responsabilidades dentro de uma OTAN mais forte”, afirmou Rutte, vinculando diretamente o aumento de investimentos militares europeus às demandas apresentadas por Washington.



































