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Tsunami, cão treinado para resgate, localiza sobreviventes em escombros após terremotos na Venezuela

A atuação do cão de resgate Tsunami tornou-se um dos símbolos das operações de busca após os terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho. Os abalos deixaram 1.430 mortos e 3.238 feridos, enquanto equipes venezuelanas e brigadas internacionais seguem mobilizadas para localizar sobreviventes sob os escombros. Na reta final de sua carreira operacional, o border collie de nove anos participou do resgate de vítimas em Caracas e voltou a demonstrar o resultado de anos de treinamento voltado para intervenções em desastres.


Tsunami, cão treinado para resgate
Tsunami, cão treinado para resgate

Na quarta-feira, 24 de junho, às 18h04, a Venezuela foi atingida por dois terremotos em sequência. Entre o tremor inicial e o abalo principal de magnitude 7,5 transcorreram 39 segundos, período suficiente para provocar destruição em Caracas, La Guaira e outros estados do país. O balanço divulgado até o momento registra 1.430 mortos e 3.238 feridos, enquanto operações de busca e salvamento continuam nas áreas afetadas.


Em um edifício desabado no bairro San Bernardino, em Caracas, Tsunami atuou ao lado de seu condutor, Jorge Beens, integrante do Centro de Treinamento da Equipe Canina de Intervenção em Desastres (K-Sar Ecid). Após receber o comando, o animal indicou o ponto onde um homem de aproximadamente 60 anos permanecia preso sob os destroços. Depois de horas de trabalho das equipes de resgate, a vítima foi retirada com vida.


Segundo informações divulgadas pela teleSUR, Tsunami já participou da localização de mais de 30 pessoas durante a atual operação de resposta aos terremotos. Cada localização resulta de treinamento voltado à identificação de odores humanos, deslocamento sobre estruturas instáveis, superação de obstáculos e comunicação entre o cão e seu condutor durante missões de busca.


A trajetória de Tsunami começou antes das operações de resgate. Há nove anos, o border collie foi encontrado abandonado e com sinais de fome nas ruas da urbanização La Floresta, em Caracas. A socorrista Anita Vidal realizou o resgate do animal e, juntamente com Jorge Beens, iniciou um processo de treinamento que transformou o cão em integrante das equipes especializadas de salvamento.


O histórico operacional da dupla inclui missões internacionais e nacionais. Em 2023, Tsunami integrou a Força-Tarefa Humanitária Simón Bolívar enviada aos terremotos que atingiram Türkiye e Síria. Na Venezuela, também participou das operações realizadas após as tragédias registradas em Las Tejerías e El Castaño, no estado de Aragua.


A operação em andamento marca a última missão de Tsunami antes de sua aposentadoria. Aos nove anos, o cão permanece integrado às equipes de busca e continuará atuando até o encerramento das operações destinadas à localização das vítimas do desastre sísmico. Brigadas internacionais com outros cães de resgate também participam dos trabalhos nas áreas afetadas.


Jorge Beens alertou pelas redes sociais que pessoas passaram a utilizar a imagem de Tsunami para solicitar doações sem autorização. Segundo o treinador, nem ele nem órgãos oficiais arrecadam recursos utilizando a imagem do animal. Conforme informou, qualquer apoio destinado às operações de resgate deve ser encaminhado exclusivamente por meio da Corporação Perros Extremos.

A reportagem foi publicada pela teleSUR em 28 de junho de 2026, com informações de agências de notícias e da conta @tsunami12021 no Instagram.

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