Após críticas de Erdogan ao sionismo, Netanyahu diz que informará os EUA sobre ameaças
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, contestou declarações do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em meio a novas trocas públicas de acusações entre os dois governos. Netanyahu afirmou que leva as falas do líder turco ao conhecimento de aliados nos Estados Unidos. Erdogan fez críticas ao governo israelense e vinculou a política externa turca a ações na região.

Netanyahu declarou no domingo que escuta com atenção discursos de Erdogan sobre Israel e disse que encaminhará o conteúdo a aliados estadunidenses. A declaração ocorreu após falas do presidente turco em eventos políticos recentes, nas quais ele tratou a política de Israel como tema de segurança regional e mencionou a atuação do Estado turco em relação a conflitos na Ásia Ocidental.
Benjamin Netanyahu afirmou: “Levamos essas palavras muito a sério, porque se há algo que aprendemos com a história do nosso povo, é que quando alguém diz que pretende destruir você, você deve levar isso a sério”.
Recep Tayyip Erdogan, em evento do partido governista na província de Sakarya, afirmou: “Quando lutamos contra o sionismo, não o fazemos por nós mesmos ou por interesses pessoais, mas pela sobrevivência do nosso Estado e de toda a nossa nação”. No mesmo discurso, ele descreveu o sionismo como “ideologia genocida, ocupante e expansionista” e associou a disputa à existência do Estado turco.
Em outra cerimônia em Ancara, durante entrega de prêmios da Cruz Vermelha Turca, Erdogan afirmou que Israel sob o atual governo se tornou “uma fábrica de discórdia, derramamento de sangue e desestabilização na região”. Ele declarou que aqueles que atuam na região “como um tubarão que sentiu o cheiro de sangue” enfrentarão consequências e citou ataques contra palestinos, libaneses e sírios.
Erdogan afirmou ainda que a Turquia mantém posição de pressão por responsabilização em relação ao que classificou como “genocídio em Gaza”, com defesa do povo palestino em fóruns internacionais. Ele também relacionou a política de segurança turca a operações militares israelenses na Síria e no Líbano.
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou que após ataques considerados ilegais contra o Irã, Israel busca atingir a Turquia. Autoridades turcas passaram a registrar críticas constantes ao governo israelense em declarações públicas recentes.
Em pronunciamento anterior, Erdogan afirmou que Benjamin Netanyahu segue trajetória comparada à de Adolf Hitler, ao dizer que “aqueles que seguem o caminho de Hitler não devem esquecer que seu destino será o mesmo que o de outros tiranos da história”.
As declarações ocorrem em meio a posicionamentos do governo turco contra operações militares israelenses na região da Ásia Ocidental e a reiteradas críticas de Ancara sobre ações de Israel contra palestinos e países vizinhos.












































