O Iêmen garantirá que o projeto da Somalilândia se torne uma armadilha catastrófica para Israel.
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A expansão da atuação israelense no Chifre da África ocorre em meio à disputa estratégica no Mar Vermelho e no Golfo de Áden. O avanço envolve cooperação com a Somalilândia e redirecionamento de recursos militares e de inteligência para a região. O Iêmen, sob atuação do movimento Ansar Allah, permanece no centro das tensões marítimas.

Segundo o texto-base, a doutrina de segurança de Israel está vinculada à projeção de força externa e ao redirecionamento de capacidades militares após operações regionais em diferentes frentes. Nesse contexto, há indicação de que Tel Aviv desloca foco de inteligência e planejamento operacional para áreas ligadas ao Iêmen e ao sul da Península Arábica.
A presença israelense na Somalilândia, território não reconhecido internacionalmente, aparece como eixo de uma cooperação política e militar com acordos de treinamento e inteligência. Essa movimentação se insere na rota do Golfo de Áden, com impacto direto sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, área de passagem marítima estratégica entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico.
O texto indica três objetivos atribuídos a essa presença. O primeiro envolve coleta de inteligência próxima ao Iêmen e monitoramento de rotas marítimas. O segundo envolve criação de um corredor de acesso ao sul do Irã sem passagem por espaços aéreos de países árabes. O terceiro envolve preparação logística associada a possíveis deslocamentos de população palestina de Gaza, território citado no contexto de ataques e bloqueios associados ao genocídio em curso desde 7 de outubro de 2023.
Em paralelo, a Somalilândia surge como ponto de conexão com interesses de parceiros regionais, incluindo os Emirados Árabes Unidos, citados no texto como intermediários de investimentos no porto de Berbera por meio de estruturas políticas e de segurança. Esses fluxos são apresentados como parte de um reposicionamento regional com integração de infraestrutura portuária e uso militar.
No campo do conflito iemenita, o texto descreve confrontos em áreas como Ad Dali, al-Hodeidah e Marib, com participação de forças alinhadas a coalizões locais apoiadas por Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Nessas frentes, há referência a ataques e contra-ataques entre essas forças e o movimento Ansar Allah, além de mobilizações tribais e reorganização de alianças locais.
O vice-presidente de mídia do Ansar Allah, Nasruddin Amer, declarou que “o status quo da divisão nacional acabou” e afirmou que negociações devem ocorrer diretamente com Sanaa, sem mediação externa. A fala ocorre no contexto de disputas entre estruturas políticas apoiadas por Riad e Abu Dhabi.
Em discurso em 25 de junho, o líder do movimento, Sayyid Abdul-Malik Badr al-Din al-Houthi, afirmou que qualquer presença militar ou de inteligência israelense na Somalilândia será alvo de resposta. Ele declarou que o Iêmen amplia o perímetro de dissuasão para além do Mar Vermelho e vinculou a posição à defesa de rotas marítimas e da integridade territorial da Somália.
O texto também registra que o movimento mantém coordenação com outros componentes da Frente de Resistência regional, articulando posições militares e políticas em diferentes frentes de conflito. Essa coordenação é apresentada como resposta às movimentações militares israelenses e às redes de alianças que envolvem parceiros regionais e estruturas de apoio logístico no Chifre da África.
A análise descrita aponta que a consolidação dessa presença e a resposta do Iêmen reposicionam a disputa no Mar Vermelho e no Bab el-Mandeb, com impacto sobre rotas marítimas e sobre o equilíbrio de forças entre Tel Aviv, seus aliados regionais e forças alinhadas ao eixo de resistência no Oriente Médio.












































