

Trump envia drones para operarem na Nigéria sob pretexto de “combate ao terrorismo”
22 de mar. de 2026
DONALD TRUMP I ARQUIVO
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A presença de tropas estadunidenses na Nigéria ganhou novo contorno após a confirmação, em 22 de março de 2026, de que cerca de 100 militares enviados ao país estão operando drones de alta potência a partir de uma base aérea no estado de Bauchi, conforme informado pelo próprio exército nigeriano e reportado pela Associated Press.
Embora autoridades afirmem que os equipamentos são utilizados exclusivamente para vigilância, rastreamento e interrupção de atividades consideradas terroristas, os drones possuem capacidade ofensiva, evidenciando o potencial de escalada militar. A operação ocorre após o envio dessas tropas em fevereiro de 2026, com a justificativa formal de treinamento das forças locais no combate a grupos armados como Boko Haram e facções associadas ao chamado Estado Islâmico, além de milícias envolvidas em sequestros e mineração ilegal.
Apesar de declarações oficiais de que não há envolvimento direto em combate, o histórico recente contradiz essa narrativa: em 2025, os Estados Unidos realizaram ataques aéreos no noroeste da Nigéria, ampliando sua presença militar em um país já fragilizado por conflitos internos. O presidente estadunidense Donald Trump criticou publicamente o governo de Abuja, alegando incapacidade de conter a violência e sustentando, sem base empírica consistente, que cristãos estariam sendo perseguidos, ignorando que a violência afeta populações de diferentes religiões e origens.
A atuação estadunidense na região não é isolada, mas parte de uma estratégia mais ampla de projeção de poder no continente africano, historicamente marcada por intervenções sob o pretexto de segurança e combate ao terrorismo.
A recente expulsão das forças estadunidenses do Níger, onde operavam uma importante base de drones, demonstra a crescente resistência de governos africanos à presença militar estrangeira. Ainda assim, Washington busca reconfigurar sua atuação regional, reposicionando ativos e ampliando parcerias militares em países como a Nigéria.
O uso de drones, tecnologia frequentemente associada a operações extrajudiciais e danos colaterais em outras regiões do mundo, levanta questionamentos sobre soberania, transparência e impactos sobre civis. Em um contexto de múltiplas crises — incluindo pobreza, desigualdade e instabilidade política —, a militarização externa tende a agravar tensões estruturais, ao invés de resolvê-las, reforçando dinâmicas de dependência e controle geopolítico sob a retórica de segurança internacional.
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